Autor: Patricia Soares

  • Campanha Setembro Amarelo – Precisamos falar mais sobre Suicídio

    Vamos quebrar o tabu

     

    Suicídio é um assunto bem doloroso e muitas das vezes evita-se falar sobre ele, mas evitar esse assunto não vai fazer com que ele deixe de existir.

    É fato que muitas pessoas já pensaram em morrer para escapar de uma sensação de impotência extrema, mas que depois os pensamentos se reorganizaram, as coisas voltaram a ter sentido e conseguem pegar as rédeas da vida novamente, procuram ajuda, encontram apoio e tudo volta ao normal.

    Porém muitos não conseguem encontrar essa saída e o suicídio passa a ser a única porta que ele consegue enxergar para se livrar de uma vez por todas do sofrimento.

    Somente no Brasil 25 pessoas cometem o suicídio por dia, outras 20 pessoas tentaram sem sucesso, isso significa que a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida.

    Os números são alarmantes e tende a ter um aumento a cada ano. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é reduzir a mortalidade por suicídio em 10% até 2020.

     

    O que leva a pessoa ao suicídio?

    O suicídio não tem uma explicação objetiva, geralmente o suicida são pessoas com algum tipo de transtorno mental ou emocional, como depressão de diversos graus, transtorno de personalidade (anti-social, borderline com traços impulsivos e frequentes alterações de humor), vitima de abusos sexuais, esquizofrenia ou dependência química e/ou de álcool.

    Quando alguém se suicida, é comum que se procure um grande causador da tragédia: falência, perda de parente, um vídeo íntimo que cai na rede, porem o maior previsor de suicídio é a ocorrência de doenças mentais e emocionais. Segundo a OMS, 90% das pessoas que se suicidam apresentavam algum desequilíbrio, como depressão, transtorno bipolar, dependência de substâncias e esquizofrenia – e 10% a 15% dos que sofrem de depressão tentam acabar com a vida.

    Para pessoas com esta situação emocional, o suicídio é o fim do sofrimento, é o recurso de quem não suporta mais o ciclo de dores “na alma” e está vivendo no seu limite.

    Muito se diz que “quem vai se matar não avisa” ou que a pessoa apenas quer “chamar atenção” desmistificando essa frase eu digo que, quem vai cometer o suicídio avisa sim, porem muitas vezes vem acompanhado de um extremo silencio.

    Algumas pessoas têm o ato suicida uma atitude extrema de egoísmo, pois não leva em consideração a perda que a família e amigos terão porem o suicida não tem intenção de magoar ou ferir emocionalmente alguém, ele só quer sair da situação emocional de depressão extrema que o aflige, portanto não é coerente o julgamento nesta situação.

    A pessoa está dentro de uma “bolha” de dor e angustia, ela vai dando diversos sinais e que muitas vezes é ignorados ou despercebidos por familiares e amigos. O suicida dá sinais porque ele está pedindo ajuda, pedindo socorro de uma forma subliminar. A verdade é que a pessoa não quer morrer, ela quer que a dor e a enorme angústia acabem e se a dor não acaba ela mesma quer fazer isso, acabando com a vida.

     

    Alguns sinais de comportamento suicida

    • Frases ou publicações nas redes sociais que falem de solidão, isolamento, culpa, apatia, autodepreciação, desejo de vingança ou hostilidade fora do comum (“Não faço nada direito, sou um lixo”, “Não quero sair da cama nunca mais”, “Mais uma madrugada sem sono”, “Quero que todo mundo se dane”, “Vocês não vão precisar mais se preocupar comigo”);
    • Mudanças inesperadas de comportamento;
    • Depressão, Tristeza excessiva e isolamento;
    • Uso frequente de emojis negativos;
    • Impulsividade como o uso de álcool e drogas;
    • Demonstrar calma repentina;
    • Enaltecer e Glorificar a morte;
    • Auto desvalorização;
    • Dificuldade para dormir, pesadelos ou sono excessivo;
    • Desfazer de objetos pessoas de muito valor efetivo.

    Atrás de qualquer doença, existe um ser humano extremamente necessitado de amor, carinho e atenção, cheio de virtudes, sensível e que merecem ser reconhecidas.

     

    Como ajudar a prevenir o suicídio

    Os suicídios em sua maioria são em atos impulsivos, oferecer apoio emocional é o primeiro passo. Ouvir, mostrar empatia, ser afetuoso ajuda muito, nunca se deve ignorar a situação ou deixar a pessoa sozinha.  As fontes de apoio geralmente são familiares, amigos, colégio, centros de crise e profissionais da saúde (psicólogos e psiquiatras). Uma boa opção também é o contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) ligando para o número 188.

     

    Como ajudar um suicida

    • Não compare sofrimentos, o sofrimento de uma pessoa pode ser maior do que a outra mesmo não sendo tão intenso aos nossos olhos;
    • Fale claramente sobre suicídio com a pessoa, pergunte diretamente se ela pensa em suicídio;
    • Mostre interesse em conversar, o que ele precisa é ser ouvido e não de um simples conselho;
    • Demonstre carinho, afeto e o quanto a pessoa é importante e amada;
    • Sugira e o acompanhe em passeios alegres para mudança de clima;
    • Vejam filmes e series de comédia;
    • Não deixe o doente sozinho;
    • Restrinja os acessos aos meios letais;
    • Combata o preconceito, o doente precisa ser tratado como as demais pessoas precisam somente de uma atenção especial;
    • Por fim, é de profunda importância a ajuda de um profissional (Psicólogo, Psicoterapeuta, Psiquiatra).

    A sociedade precisa entender que problemas psicológicos são sérios sim, muito mais do que se pensa, pois não afeta somente o doente, mas todos ao seu redor. Ser exposto ao ridículo ou acusações é o que menos o doente necessita, ele precisa de afago, amor, atenção e precisa ser ouvido, sempre.

    Não é porque não sentimos uma dor ou um impulso que ele não possa existir no outro.

    Procure ajuda, falar é a melhor solução.

     

  • Minha primeira entrevista de emprego

    O que posso e o que não posso fazer

     

    Na hora de ir em busca do primeiro emprego, seu currículo é o cartão de visitas, claro, porém não é apenas isso, o bom desempenho na entrevista é a chave que irá abrir as portas da empresa para você.

    A entrevista de emprego é uma das principais dificuldades que os jovens apontam na hora de buscar uma vaga de jovem aprendiz.   Muitos jogam a tão sonhada vaga pela janela por não saber como se comportar de forma adequada na entrevista.

    O entrevistador irá te avaliar desde a hora em que selecionar o seu currículo até a hora em que você sair da empresa, portanto se você está em busca do seu primeiro emprego fique de olho nessas dicas.

     

    • Cuidado na escolha da roupa

    Cuidado com a roupa e com os sapatos que irá usar, para   a uma entrevista menos é mais. Use roupas e sapatos que te deixe confortável, claro que tênis, regata, mini saia, decotes, chinelos não são apropriados para entrevista. Procure usar cores neutras, nunca chamativas, para as mulheres sempre brincos pequenos e pouco acessório, se você usa piercing é aconselhável retirá-los;

    • Conheça a empresa que irá fazer a entrevista

    Muitos candidatos vão para a entrevista sem saber nada sobre a empresa ter conhecimento básicos sobre isso te dará alguns pontos a favor;

     

    • Cumprimentar o entrevistador

    É de bom tom surgir de você o cumprimento ao entrevistador, bem porque isso deixara uma boa impressão inicial sobre você.

    • Tenha um comportamento adequado

    Sentar – se corretamente, não falar em gírias, não atender o celular durante a entrevista (este deverá estar desligado), não fale mal de ninguém para o entrevistador, e por fim, o seu comportamento em redes sociais irá contar bastante para a sua tão sonhada vaga de emprego.

     

    Todas essas questões podem parecer obvias para algumas pessoas, mas esses são os erros mais cometidos pelos candidatos que buscam uma vaga de primeiro emprego.

     

     

     

     

  • Síndrome da Pressa – uma característica dos dias de hoje.

    Todo mundo já ouviu falar que a pressa é inimiga da perfeição…

    Todos nós temos um ritmo, uns mais lentos outros mais acelerados, mas o fato é que, já ouvimos falar que a pressa é inimiga da perfeição ou que o apressado come cru e quente.

    Nesses casos podemos dizer que o apressado pode ter a síndrome da pressa.

    Esse transtorno já atinge mais de 30% dos brasileiros e se você acha que as 24 horas do seu dia é pouco para realizar as suas tarefas, você pode sim ter sido afetado por esse mal.

    Esta síndrome não é reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), também não está classificada como uma doença psiquiátrica, mas está sendo estudada desde 1.980 e afetando muitas pessoas em todo o país e de diversas idades.

    As pessoas que sofrem desde transtorno, estão com pressa as 24 horas do dia, são difíceis de lidar, não conseguem esperar nem por 10 minutos seja lá o que for, sempre irritadas, intolerantes, pois quando as pessoas a sua volta não agem no mesmo ritmo ela se irrita e torna-se agressiva, acumula funções, se sentem culpados quando não conseguem efetuar as tarefas como gostaria, tem a fala acelerada, passos rápidos, estão sempre muito ansiosas e não se dão conta disso.

    Muitos podem ser os motivos que desencadeiam essa síndrome, porém o meio onde vivemos é o maior deles, a competitividade do dia a dia, a alta cobrança que colocamos em nós mesmos, nos faz ter pressa cada dia mais e mais para executar sempre e em largas quantidades.

    A Síndrome da Pressa, ainda não tem um tratamento específico, portanto a mudança de hábitos é fundamental para o tratamento.       Fazer atividades físicas, laser, técnicas de relaxamento, respiração e psicoterapia comportamental ajudam muito no tratamento.

     

  • Baixo Autoestima – A falta de amor próprio

    Se aceitar é a melhor forma de combater esse problema

     

    A baixa autoestima está intimamente ligada à dificuldade de autoaceitação e à falta de autoconhecimento. Indivíduos inseguros, que possuem dificuldade em aceitar os próprios erros e não conseguem reconhecer e valorizar seus potenciais, desenvolvem um grande medo da rejeição e têm o hábito de se comparar com outras pessoas.

    Uma pessoa que sofre de baixa autoestima não se sente capaz de realizar as coisas e, com isso, acaba perdendo inúmeras oportunidades de crescimento em várias áreas da vida, prejudicando o próprio desenvolvimento.

     Sintomas de baixo autoestima

    • Medo da rejeição
    • Timidez em excesso
    • Busca constante por reconhecimento externo
    • Perfeccionismo
    • Necessidade de inferiorizar as pessoas
    • Falta de confiança me sí mesmo
    • Dificuldade de aceitar as próprias limitações
    • Falta de habilidade em lidar com críticas
    • Competitividade em excesso
    • Sensação de incapacidade
    • Insegurança
    • Sentimento de inveja, entre outros….

    Como vimos, a baixo autoestima passa por um processo até tornar-se um verdadeiro problema. Resumindo, a baixo autoestima são pensamentos negativos sobre si mesmo.

    Para a pessoa que tem baixa autoestima, num primeiro momento, é importante se aceitar e aceitar que tem um problema e que precisa ser resolvido. Entender que todos nós, seres humanos, somos formados de defeitos e qualidades, o que torna cada ser humano único.

    Procurar ajuda de um terapeuta é importante para se conhecer e saber como poderá elevar sua autoestima.

     

     

     

     

     

     

     

  • Seu filho é rebelde, não te obedece e ainda te desafia?

    Nem sempre é birra, ele pode ter Transtorno Opositor Desafiador – TOD

    Você coloca limites no seu filho e mesmo assim ele não te obedece, é rebelde e ainda te desafia?  Fique em alerta porque o seu filho pode ter Transtorno Opositor Desafiador – TOD.

    Esse e um transtorno infantil que inicia normalmente antes dos 08 anos de idade e vai até a adolescência, é caracterizado por um comportamento desafiador e desobediente, diante de figuras de autoridade como pais, cuidadores e professores.

    A causa ainda é desconhecida, mas o que se sabe é que envolve uma combinação genética e ambiental. O transtorno pode durar anos ou a vida inteira pois não há cura.

    É caracterizado por explosões de raiva, falta de controle das emoções, tentativa de irritar os outros e culpa-los pelo seus erros, impulsividade e comportamento antissocial. Geralmente tem baixa tolerância à frustração e perdem a paciência com facilidade.

    Alguns comportamentos de TOD

     

    • Desobediência (se opõe a regras básicas)
    • Ignoram alertas, até mesmo para não se machucarem
    • Agressão verbal
    • Hostilidade
    • Culpam os outros pelos seus erros
    • Perturbam os outros constantemente
    • Buscam por vingança

     

    A mãe da V.M de 05 anos, nos conta que chegou a um ponto de não querer mais sair de casa com a filha, – “Chegamos a uma situação que não saíamos mais de casa para programas em família, ela não sabia ouvir o “não”, sempre nos desafiava, gritava, se jogava no chão, puxava os cabelos nas frente das pessoas e saia correndo, não tinha mais o que fazer, eu chorava e meu marido ficava nervoso, depois que procurei ajuda descobrimos o que ela tinha e iniciamos o tratamento, hoje sei como lidar com isso, e ficou um pouco mais fácil. Mas eu e meu marido também precisamos passar por tratamento para entender e saber como agir”.

    Fatores de risco sociais que podem contribuir

     

    • Pais negligentes ou ausentes
    • Ambiente familiar desregrado
    • Comportamento agressivo entre os pais
    • Vivência em comunidades com alto índice de criminalidade
    • Abuso físico, sexual ou psicológico

    O tratamento geralmente envolve psicoterapia individual e familiar, em casos mais graves é necessário recorrer a medicação.

    Quando não tratado o TOD pode evoluir para outros transtornos como transtorno de conduta ou personalidade antissocial.

     

     

     

  • Não consigo ser aprovado nas entrevistas de emprego – O que há de errado comigo?

    Saiba os motivos pelo qual você pode ser reprovado nos processos seletivos.

     

    Você faz diversas entrevistas de emprego e em nenhuma delas você é aprovado? Saiba agora o que pode estar dando errado.

    Na minha experiencia de anos trabalhando com Recursos Humanos contratando profissionais para cargos de diversos níveis hierárquicos, pude ver profissionais com grande capacidade de desenvolvimento no mercado de trabalho e com boas experiencias, serem reprovados pelos gestores e infelizmente por mim também, por motivos de descuido ou por acharem que detalhes não contariam para a sua escolha.

    Em um país onde o desemprego está grande, a concorrência aumentando todos os dias, não se pode descuidar com nada na hora da sua recolocação, então leia a matéria e tente colocar em prática algumas dessas informações.

     

    O que pode reprovar nas entrevistas

     

    Em primeiro lugar o seu currículo é o seu cartão de visita para o recrutador, tenha um currículo “limpo” de fácil visualização e entendimento, saiba que, diante de centenas de currículos o recrutador não irá ficar lendo um que tenha mais de 2 páginas. Cuidado com os erros de português, isso é fundamental, já peguei currículos de pessoas com nível universitário e com erros grotescos. Coloque informações sucintas, apenas coisas necessárias.

    Nunca coloque no seu currículo coisas que você não sabe fazer ou lugares que nunca trabalhou, bem como os cursos que nunca fez.

    Durante a entrevista, fique atento com os erros na hora de falar e escrever redações, sua roupa conta bastante também.

    Cuidado com o que faz nas suas redes sociais, recrutadores consultam também e dali tiram uma base do seu perfil profissional, nunca fale mal de empresas que você já passou.

    Mentir é quase “um tiro no pé”, o recrutador na maioria das vezes é um psicólogo que saberá que você está mentindo, diga sempre a verdade, é melhor falar que não sabe determinado assunto, mas que poderá e está disposto a aprender do que mentir.

    Sua ansiedade  na entrevista pode te atrapalhar muito, mantenha a calma, fale pausadamente, pense antes de responder as perguntas, sempre olhe nos olhos do entrevistador (isso passa a ele segurança), tente não gesticular com as mãos e nem balançar as pernas, não fique mexendo nos cabelos.

    Durante a sua entrevista o profissional quer saber dos seus conhecimentos profissionais, não diga o quanto está sofrendo por estar desempregado, ou algo do tipo, lembre-se que a fila do desemprego está enorme para todos e ele sabe disso. Portanto tente ser o mais positivo possível, mesmo diante de suas dificuldades.

    Ao enviar seu currículo para a empresa, faça uma breve apresentação caso seja por e-mail, quando levar diretamente na empresa, essa apresentação somente é necessária se for solicitado. Carta de apresentação é sempre bem vinda, mas precisa ser breve e objetiva.

    Tente seguir essas dicas, tenho certeza que a sua recolocação irá chegar em breve.

    Fique atento, nas nossas próximas matérias irei escrever sobre os segredos de entrevistas e dinâmicas de grupo que ninguém te conta.

     

     

     

     

     

  • Transtorno Explosivo Intermitente – TEI

    Você sabe o que é?

     

    Você conhece ou já ouviu falar em pessoas que tem ataques de fúria repentinamente, dizem ter o pavio curto e tem explosões de violência? Ela pode sofrer de TEI.

    Transtorno Explosivo Intermitente – TEI é um transtorno relativamente novo, no DSM-V é conhecido como distúrbios de controle de impulso. Caracteriza-se por expressar-se através de explosões repentinas e relativamente breves de violência, desencadeadas por situações minimamente frustrantes ou estressantes, e isso não pode ser explicado pelo consumo de substâncias ou lesões cerebrais.

    O TEI é uma desordem comportamental, onde o controle dos impulsos e o controle emocional é afetado negativamente. Eles são desproporcionais ao estresse e não são premeditados, quando a pessoa percebe ela já explodiu.

    Todos nós podemos sim ter ataques de fúrias, porém quem tem o TEI, esses ataques são bem mais recorrentes do que o dito “normal” e com mais intensidade. Essas pessoas possuem um limite muito baixo de frustração e qualquer decepção, por menor que seja, dispara repentinamente a raiva, mesmo que segundos antes a pessoa estivesse sorrindo e de bom humor.

    Ao longo destes curtos episódios de raiva, a pessoa perde o controle parcial ou total sobre seu comportamento, e muitas vezes pode agredir verbalmente ou fisicamente as pessoas que estão à sua volta.

    As explosões de TEI são classificas entre leve e severas, as severas geralmente vem com agressões físicas ao outro.  Quando essa explosão de raiva passa, a pessoa sente um alivio por ter “descarregado” e em seguida se sente culpada pelo ocorrido e tende a pedir desculpas.

    Sintomas mais comuns

    Os sintomas geralmente são as explosões de raiva, muitas vezes por motivos pequenos, a fúria repentina, a agressão física ou verbal com duração de até uma hora. Porém como já falamos acima essa explosão não pode estar associada ao uso de substâncias (drogas licitas e ilícitas) e nem a lesões cerebrais.

    Tratamento

    O tratamento deve ser feito com medicação (normalmente estabilizadores de humor e/ou antidepressivos) e terapia, a mais indicada nesse caso é a TCC – Terapia Cognitivo Comportamental.

     

     

     

  • Ansiedade infantil

    As crianças também sofrem com esse mal.

     

    Já falamos aqui que, a ansiedade é o mal do século, e engana-se quem pensa que as crianças não sofrem com esse mal.

    A ansiedade é uma emoção normal e adaptativa, faz parte do nosso cotidiano nos ajuda a lidar com as dificuldades, situações de perigo e desafios.

    Porém ela começa a se tornar um problema grave quando começa a interferir negativamente no cotidiano da criança, afetando sua vida escolar, familiar e social. É aqui que a ansiedade começa a dominar a criança e ela perde o controle.

    Pode-se falar que o transtorno de ansiedade, é um dos problemas de saúde mental mais comuns entre crianças e jovens, 20% das crianças apresentam ou apresentarão algum traço ansioso.

    Sintomas de ansiedade na criança

    • Dizer sempre que está com fome
    • Mudança no comportamento perante alguma situação ou notícia
    • Chorar muito
    • Não conseguir dormir
    • Ficar inquieta
    • Mostrar-se agressiva ou incomodada com algo
    • Voltar a chupar o dedo ou fazer xixi nas calças
    • Desenvolver problemas na fala
    • Roer unhas, inclusive a dos pés

     

     

    A ansiedade também pode surgir em formas diferentes como:

    • Fobia – quando os medos fazem a criança perder o controle
    • Ansiedade de separação – medo de estar longe dos adultos de referência
    • Ansiedade generalizada – preocupação constante e duradoura
    • Pânico – medo que paralisa
    • Stress pós-traumático – medo e stress associado a uma memória dolorosa

    Para controlar a ansiedade infantil, deve-se fazer com que a criança se sinta segura e amparada.

    O tratamento de ansiedade para criança envolve os pais e os professores que devem esclarecer as duvidas e faze-la sentir -se amada e integrada. A colaboração e ajuda de um psicólogo também se faz necessário.

     

     

     

     

  • TOC na Infância – O perigo invisível

    Saiba como é uma criança com TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo.

    O TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo na infância é um perigo invisível, quase passa desapercebido pelos pais, que por muitas vezes acha que é uma mania e que logo irá passar. Hoje em cada 200 crianças 01 tem TOC.

    Esse problema não é só o exagero nas manias de limpeza ou organização, TOC é um transtorno de ansiedade que faz com que o cérebro fique focado em alguns medos ou obsessões, como a presença de germes ou monstros escondidos, na infância ele pode se iniciar a partir dos 04 anos de idade.

    Geralmente as crianças tentam sair desses medos, realizando rituais repetitivos  como evitar utilizar o banheiro da escola ou da casa de um amigo, não dividir o lanche por considerar nojento, fazer lavagens excessivas das mãos para ter certeza de que estão limpas, dúvidas seguidas de verificações ou de perguntas repetidas, ou necessidade de confirmações (checagens para confirmar se os materiais estão na mochila, ligar seguidas vezes para se certificar de que nada de ruim aconteceu com um familiar, verificar a porta da casa ou do carro para garantir que esteja trancada), sendo seguidos, muitas vezes, por evitações (não usar o banheiro da escola ou não chegar perto dos colegas), esses são alguns exemplos.

    Isso acontece porque quem tem TOC acredita que se, esses rituais não forem realizados, algo de muito ruim irá acontecer e se eles não forem realizados, a ansiedade volta ainda mais forte e os rituais tendem a aumentar.

    É importante lembrar que a criança com TOC não tem o aprendizado prejudicado. Porém, é provável que o rendimento escolar da criança fique comprometido pelo pensamento obsessivo, ou pelo perfeccionismo que a criança pode ter para escrever palavras.

    O tratamento do TOC infantil é feito através de medicação, psicoterapia comportamental e suporte escolar adequado.

  • Transtorno Evitativo – O desconforto social

    Você sabe o que é?

    Você sabe ou já ouviu falar em Transtorno Evitativo? O nome é estranho, mas esse é um dos transtornos de personalidade bem comuns hoje em dia.

    É caracterizado por desconforto social e pelo desejo de evitar contato interpessoal.   Aliás, muitas vezes, o transtorno evitativo nem parece algo preocupante no dia a dia.  Isso porque pessoas evitativas evitam, ao máximo contato interpessoal, mesmo na vida profissional, não costumam se envolver com os outros sem ter certeza de que será bem recebido e são reservadas mesmo em relacionamentos íntimos, com medo do ridículo ou por pura vergonha mesmo.

    Pessoas que sofrem com esse transtorno costumam também ser muito preocupadas com críticas e rejeições, não fazem novas amizades facilmente, até porque acreditam ser inferiores as outras pessoas. Além disso, dificilmente, assumem riscos ou estão abertos a novas experiências, por mais simples que sejam.

    A causa do transtorno da personalidade esquiva não é definida, e pode ter causas sociais, genéticas e biológicas.  Traços da personalidade aparecem na infânciacomo excessiva timidez e medo de novas pessoas e situações.  Porém essas características são de emoções do desenvolvimento infantil e não significam que irá permanecer na vida adulta.

    Algumas Características

    • Baixa autoestima e alto nível de insegurança
    • Extremamente reservados, tímidos, solitários e isolados
    • Autoavaliação negativa
    • Relutam em participar de novas atividades ou correr riscos pessoais devido a uma percepção do risco de constrangimento
    • Falta de vontade de entrar em um relacionamento interpessoal a menos que existam garantias de aceitação

    A psicoterapia é o tratamento principal, porém medicamentos, incluindo antidepressivos, podem ajudar com alguns sintomas.