Autor: Patricia Soares

  • Mulheres mandonas

    Até onde é saudável ser assim?

     

    Quem diria que no século 21 as mulheres estariam “pegando” o papel dos homens e assim comandando a relação afetiva, quem diria que essas relações com papeis altamente invertidos um dia aconteceria. Mas até onde vale a pena ser uma mulher mandona?

    Nos tempos modernos, as coisas mudaram, as mulheres também estão tomando conta das relações afetivas, hoje as rédeas do relacionamento têm ficado com elas.

    Podemos chamar esse tipo de mulher de “Fêmea Alfa”, as que lideram a relação, assumem os compromissos, tomam as rédeas das situações e mandam nos homens.

    Claro que dentro dessa relação existem muitos paradigmas da infância, mas a mulher precisa entender o que de fato é mais importante na relação a dois para ela; impor as suas opiniões ou manter um relacionamento saudável para ambos.

    Não vou dizer aqui que o relacionamento precisa ser uma ditadura masculina, onde o homem manda e a mulher obedece, mas precisa ter uma igualdade balanceada na relação a dois.

                Para dar certo, as relações precisam ser mais pautadas na igualdade e nisso os casais gays têm muito a nos ensinar.

    Mas até que ponto, essa modernidade é boa para a mulher, ou melhor, para a relação?      Essa situação é boa para a mulher até a “página 2”, bem porque esse tipo de relação uma hora ou outra acaba enjoando, tanto para a mulher quanto para o homem que está ao lado dela. Essa relação pode gerar um comodismo que começa a ferir a relação, onde tudo vai perdendo a graça. O homem já não vê mais interesse em ter uma mulher que comanda a relação e por outro lado, a mulher vai perdendo um pouco de sua identidade feminina, ou seja, vai perdendo o lado bom de ser a “mulher” da relação, e de também ser cuidada pelo homem.

    Outro dia conversando com um amigo ele me fez a seguinte indagação:   Até onde a mulher consegue bancar a mandona? Será que consegue mesmo, ou tudo virou uma competição?

    Não podemos dizer que tudo é uma competição dos sexos, bem porque existem muitas mulheres que foram criadas para serem os “homens” das relações.  Mulheres que desde muito cedo tiveram que assumir papeis masculinos dentro do seu círculo familiar, ou seja, assumir casa, ajudar na criação de irmãos, ser arrimo de família.

    Mas chega um momento da vida da mulher que ela já não quer mais bancar essa situação tão masculina na vida dela, e isso acaba se tornando um peso.

    Para alguns homens essa posição da mulher é confortável sim, bem porque ele quer que ela assuma as responsabilidades que ele não quer assumir, preferindo delegar à mulher disposta a cumprir o papel de provedora da relação.  Também tem aquele homem que cresceu com uma mãe mandona e autoritária que tem a tendência de levar esse modelo para os seus relacionamentos afetivos.

    Existem os homens que gostam desse tipo de mulher porque querem delegar as suas responsabilidades, querem continuar em sua zona de conforto.

    Porém tem os que não gostam, os que se assustam com esse tipo de mulher e que de certa forma não querem uma “concorrência” de sua masculinidade. Há mulheres bem sucedidas, independentes, muito auto suficiente e que mesmo sem querer acaba diminuindo o homem que está ao seu lado, fazendo com que ele se sinta inferiorizado ou mesmo desvalorizado por ela, o homem que se sente dessa forma, acaba perdendo o interesse por essa relação.

    Mulheres controladoras demais acabam sendo chatas e a tendência é o homem perder a paciência e se sentir altamente sufocado e acabar se afastando dessa relação.

     

  • A saúde mental em profissionais da área da saúde

    Cuidar da saúde do outro não requer apenas habilidades práticas ou acadêmicas vai muito além disso, requer saúde mental.

     

    Trabalhar na área da saúde para quem está de fora dela pode parecer por inúmeras vezes um sinônimo de status ou de muitos ganhos financeiros, mas na verdade é preciso ir muito além de querer ter status ou ter boas habilidades práticas e acadêmicas. É necessário amar com muita força a profissão que envolve a área de saúde.

    O profissional da saúde trabalha constantemente “no fio da navalha”, ou seja, trabalhamos com a parte mais sensível do ser humano, que é a saúde, trabalhamos sempre sob uma pressão gigantesca que chega por todos os lados, inclusive a pressão que colocamos em nós mesmos em sermos bons no que estamos fazendo, de dar sempre o nosso melhor, de termos sucesso na profissão.

    Além de todo o cansaço mental, da desumanização cotidiana que enfrentamos, ainda temos que ter a cabeça tranqüila para estudar as doenças que chegam como uma avalanche a cada dia, ter que manter a tranquilidade no atendimento de quem está sentindo dores, seja física ou emocional.

    Precisamos sempre estar muito bem treinados e preparados para lidar com as emoções, com a saúde mental, com o suicídio e com o familiar do outro, mas não estamos preparados para lidar com as nossas emoções, com a nossa saúde mental.

    A cada dia mais eu vejo os profissionais da saúde doentes emocionalmente, doentes mentalmente e muitos sem procurar por ajuda.  Enganam-se quem pensa que isso é uma exclusividade do Brasil, esse já é um problema mundial. Precisamos enfrentar efetivamente as doenças mentais dos profissionais da saúde, só assim iremos interromper a gama de suicídios na área.

    Não é nenhuma novidade que o índice de suicídio entre esses profissionais tem aumentado a cada dia e o mais alarmante é que pouco se divulga essa situação, profissionais como médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, dentistas, assistente social, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogos e uma quantidade enorme de profissionais da área não estão escapando das doenças mentais como depressão, TOC, transtorno de ansiedade, transtornos de humos e muitos chegando ao suicídio.

    Quando se houve falar que um médico ou um psicólogo, por exemplo, está deprimido ou se suicidou, a reação das pessoas é a pior possível, já vi reportagens em que diziam que a pessoa era médico e havia se suicidado e outra pessoa questionou; se suicidou por que se ele era médico? Sim, ele era médico, mas por trás do diploma dele tinha um ser humano suscetível a problemas emocionais.

    O mesmo serve para psicólogos, quando falo que vejo psicólogos com depressão, logo ouço o questionamento; mas psicólogo com depressão? Sim, o psicólogo que cuida da saúde mental dos outros também é um ser humano, suscetível a problemas dessa natureza. Não irei entrar nas questões de todos os profissionais, pois com certeza em todas as áreas da saúde sempre terá indagações.

    Por que tantos profissionais da saúde estão com problemas emocionais? Porque estamos cuidando do outro e nos esquecendo de nos cuidar, achando que podemos suportar mais e mais, todos os dias.

    Não queremos parar, analisar e admitir que sempre estamos expostos a um conjunto de estímulos emocionais que acompanham o nosso adoecer. Estímulos esses que podem ser a dor e o sofrimento do outro, seja um paciente terminal, uma criança que sofreu abuso, um paciente com depressão grave, seja o suicídio, ou um paciente queixoso, rebelde e que não adere ao tratamento, até mesmo lidar com as expectativas que o paciente e seus familiares colocam em nós profissionais da saúde, desejando certezas e garantias de nossa parte.  Sem falar nos plantões difíceis e no medo constante de errar com o paciente, erros que podem muitas vezes custar à vida dele. Então ficam as perguntas: Quem cuida da saúde mental dos profissionais da área da saúde?  Por que poucos profissionais procuram por ajuda?

    Somos seres humanos, precisamos buscar ajuda, cuidar da nossa saúde mental para poder continuar a batalha por salvar vidas, continuar nessa profissão nada fácil, mas que escolhemos por amor, porque quem não trabalha na área da saúde por amor a profissão não resiste à pressão.

    “Quando as coisas não andam bem na sua cabeça, elas não andam bem em nenhum lugar”

     

     

     

     

     

  • Transtornos do Humor

    Não é apenas uma situação de mau humor é mais complexo que isso

    Muitas vezes falamos que estamos de mau humor, ou que “fulano” vive mal-humorado, mas a verdade é que essa situação pode ser mais complexa, pode ser um transtorno de humor.

    Transtornos do humor são aqueles nos quais o sintoma central é a alteração do humor ou do afeto. Afeta diversas áreas da vida da pessoa e a maioria dos outros sintomas são menos prejudiciais ou são consequência do humor alterado. São problemas de saúde mental, como depressão, transtorno bipolar e mania.

    Esses transtornos ocorrem em qualquer pessoa, inclusive crianças. A causa dessas perturbações de humor ainda não é totalmente compreendida, porém sabe – se que há um desequilíbrio químico no cérebro que pode desempenhar esse papel.

     

    Em alguns casos, esses transtornos de humor podem estar relacionados a uma condição médica, abuso de drogas e situações do cotidiano, por isso costumamos dizer que esse transtorno pode ter causas multifatoriais.

     

    Os tipos mais comuns de transtornos de humor incluem a depressão, o transtorno distímico (transtorno depressivo mais suave) e transtorno bipolar. Os sintomas incluem sentimentos de tristeza, desesperança, desamparo, culpa, pensamentos suicidas, fadiga, alteração do apetite, dificuldade de concentração e dificuldade nas relações.

    Transtorno de humor também podem causar uma euforia, que é acompanhado por um sentimento de grandiosidade, excitação e energia extrema.   Esses sentimentos são mais fortes e duram mais do que o normal.

    Tratamento

    Para tratar os distúrbios do humor você precisa de uma avaliação de um profissional da saúde. Medicação, terapia e mudança no estilo de vida são os métodos mais usados para o tratamento.

    O importante nesses casos é ter um diagnóstico e tratamento precoce para reduzir a gravidade dos sintomas.

     

     

     

     

     

     

  • Transtorno da Compulsão Alimentar

    O que é e como identificar

    O Transtorno da Compulsão Alimentar é uma doença mental em que a pessoa sente a necessidade de comer, mesmo quando não está com fome, não deixa de se alimentar apesar de já estar satisfeita.

    Pessoas com compulsão alimentar comem grandes quantidades de alimentos em pouco tempo, geralmente dentro do período de 02 horas; o transtorno pode ser encontrado em todas as idades, classes sociais e em ambos os sexos, as pessoas frequentemente engordam e permanecem com peso acima do normal.

    Quais são as causas da compulsão alimentar?

    A compulsão alimentar não tem uma causa específica reconhecida. Em geral, está associada a sentimentos de ansiedade e depressão, mas pode também acontecer nos indivíduos bipolares e naqueles com transtornos da personalidade que apresentam comportamentos de excesso, como beber, jogar, comprar, usar drogas, etc.

    Outros fatos importantes que também contribuem com o transtorno, é a relação que estabelecemos com a alimentação ao longo da vida e os fatores genéticos, sociais, educacionais e culturais. Assim, as causas do Transtorno de Compulsão Alimentar parecem ser multifatoriais.

    Alguns sinais e sintomas da compulsão alimentar

    • Comer sozinho e comer depressa.
    • Comer por descontrole, não por prazer.
    • Comer todo tipo de alimento e não só os mais gordurosos ou os carboidratos.
    • Comer mesmo quando se sente desconfortável com esse ato.
    • “Lambiscar” mesmo não tendo fome, enquanto tiver comida disponível.
    • Esconder o hábito de comer, por vergonha. Comer às escondidas.
    • “Assaltar” a geladeira, à noite.
    • Comer em excesso nas situações de estresse.
    • Mostrar descontentamento com sua aparência física e peso.

    É importante buscar ajuda especializada, pois é muito difícil tratar a compulsão alimentar sozinho. É um distúrbio do cérebro e nada melhor do que um profissional para te ajudar a se tratar e se reconectar com seu corpo e melhorar a sua relação com a comida.

    “Se a fome não é o problema, então comer não é a solução”.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • A escolha do parceiro sentimental

                    Porque é tão difícil essa escolha?

    Muitas vezes me pergunto, o por que a escolha do parceiro sentimental é tão difícil? Por que muitas pessoas estão nos consultórios psicológicos praticamente em sua maioria, com as mesmas queixas? E isso não difere homens, mulheres ou homossexuais.

    A escolha do parceiro sentimental não é tão livre assim como pensamos. Em cada época essa escolha é determinada por algumas normas explicitas ou sutis.

    Nossas ideias sobre essa escolha, sofrem fortes influências do meio social em que vivemos, hoje temos a falta de um padrão claro, sendo assim, o sofrimento sentimental é quase que universal.

    Vejo as pessoas a cada momento buscando um padrão diferente, um padrão que mais “combine” com ela, seja de beleza ou status e nem sempre essa busca por combinações é a perfeita e quando isso não sai da forma que a pessoa idealizou para ela, vem o sofrimento.

    Hoje temos a péssima mania de idealizar as pessoas, de criar expectativas que são nossas e projetar totalmente no outro, e o pior, tendo a certeza de que o outro “tem que” cumprir as expectativas que não são delas.

    No seu geral, estamos querendo que o outro nos sirva o tempo todo, nos colocamos na condição de “sua majestade o bebe”, queremos realmente alguém que tome conta de nós a maior parte do tempo, não é só alguém que pague as nossas contas, nos leve ao cinema, nos leve para jantar , é alguém que nos dê proteção emocional o tempo todo, que amenize o choque entre o mundo e nós.

    Relacionamento precisa ser uma via de mão dupla.  Pessoas estão ficando angustiadas com essa busca e estão se submetendo a coisas absurdas para ter um relacionamento por medo de ficarem sozinhas.

    Estamos vivendo em uma época de pertencimento, queremos pertencer a alguém, queremos que alguém nos pertença, mas será que esse é o melhor caminho?

    Precisamos desenvolver em nós a capacidade de ficarmos sozinhos, de nos conhecer realmente em nossa totalidade, de saber o que realmente queremos e o que não queremos para a nossa vida. Quando temos esse sentimento de pertencer a alguém, eu deixo de pertencer a mim mesmo, de saber o que realmente importa e o que é bom para mim.

    Sinto que hoje as coisas em relação a vida sentimental, a escolha de um parceiro está um pouco bagunçada, as pessoas se submetendo a fazer coisas que as machuquem (um exemplo disso são os relacionamentos tóxicos que já foi matéria aqui no Portal) apenas para não ficarem sozinhas. Você pode barrar alguém toxico na sua vida sim! Ficar sozinho não é o fim do mundo, pelo contrário é um tempo de ressignificação de você mesmo.

    Procure um psicólogo, faça terapia, cuide do seu emocional, você não depende emocionalmente de ninguém para ser feliz.

    “Se você é capaz de ser feliz quando está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz”. (Osho)

     

  • Síndrome do Pânico

    Você sabe o que é isso?

     

     

    Você sabe ou já ouviu falar em Síndrome do Pânico? Muitas pessoas hoje em dia sofrem com essa síndrome e não sabem.

    A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo. Quem sofre do Transtorno de Pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado.

    Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração.

     

    Quais as causas?

     

    As causas exatas da síndrome do pânico são desconhecidas, embora acredita-se em uma causa multifatorial, como:

    • Genética
    • Estresse
    • Temperamento suscetível ao estresse
    • Mudanças na forma como o cérebro funciona e reage a determinadas situações.

     

    Sintomas físicos mais comuns

    • Palpitações (aumento do batimento do coração)
    • Dor ou desconforto torácico
    • Sudorese (suor em excesso em diferentes partes do corpo)
    • Calafrios ou ondas de calor, tremores, sensação de falta de ar
    • Náusea ou desconforto abdominal
    • Sensação de que a pessoa não é ela mesma, medo de perder o controle, de ficar louca ou de morrer, no entanto, eles estão mais ligados com a mente do que com o organismo.

     

    O principal objetivo do tratamento da síndrome do pânico é reduzir o número de crises, assim como sua intensidade e recuperação mais rápida. As duas principais formas de tratamento para esse transtorno são por meio de psicoterapia e medicamentos.

    A síndrome do pânico tem cura sim, desde que o paciente busque o profissional certo, que tenha o conhecimento necessário.

     

    “Aquilo que consome seus pensamentos, controla a sua vida”.

     

     

     

  • Relacionamentos Virtuais – Alma gêmea ou cilada?

    Quem nunca buscou uma relação na Web?

     

    Quem nunca se arriscou navegar pela internet em busca da sonhada “alma gêmea”?

    Esse assunto pode até ser um pouco batido, muito já se falou sobre isso, mas continuo vendo diversas situações complicadas com relacionamentos pela internet.

    Quem pensa que isso é apenas coisa de adolescente, se engana, porque há muitas pessoas maduras e “vacinadas” em busca do seu par perfeito na internet.

    Quando o assunto é sites de relacionamentos ou redes sociais para conhecer alguém parece que as pessoas entram em um mundo encantado onde tudo parece bom, perfeito e agradável.

    Claro que muitas pessoas já se conheceram através da internet e se deram muito bem, algumas até se casaram e tiveram filhos, mas não se engane, porque nem sempre as coisas funcionam assim.

    Namoros pela internet podem abrir portas para certos perigos. Ao “conhecer” uma pessoa pela internet, você não sabe qual é sua personalidade, seu caráter, quais são suas preferências e que tipo de relacionamento esta pessoa está buscando de fato.

    Precisamos entender que a tela do seu computador aceita tudo, ou seja, a pessoa do outro lado pode teclar o que ela quiser, seja verdade, mentira ou fantasia, pode mostrar a você a vida que ela quiser e atrás disso pode haver sim um perigo.

    Esse perigo não se refere apenas para as mulheres, hoje podemos ver diversos homens caindo nesse perigo também, claro que com proporções bem menores do que as mulheres.

    As mulheres ainda são as que mais procuram relacionamentos pela internet, talvez pela facilidade e pela vitrine que os sites de relacionamentos oferecem.

    A estudante M.E.F de 22 anos, passou por apuros em uma relação pela internet e diz ter aprendido com a situação:  “Conheci um cara em um site de relacionamentos, pouco tempo depois fui conhecê-lo pessoalmente, ele era lindo, o meu tipo de homem, gentil, carinhoso, cuidadoso, saímos durante 02 meses, até que um dia ele “surtou” pelo telefone porque fui a um churrasco de família sem ele. Me disse coisas horríveis pelo telefone gritando e a pior parte foi quando me disse que, se eu estivesse perto dele eu iria saber que mulher dele não sai sozinha. Fiquei com tanto medo e tão chocada que nunca mais falei com ele e o bloqueei em todas as minhas redes sociais, para mim isso serviu de lição, internet para relacionamento nunca mais”, diz M.E.F

    Quando estamos conhecendo outra pessoa, mostramos á ela apenas aquilo que queremos para o momento da conquista, nunca iniciamos a conquista mostrando quem somos de fato, isso tanto faz ser homem ou mulher.

    Essa busca pela “alma gêmea” acontece na maioria das vezes por carência (falamos sobre esse assunto na matéria anterior), timidez, dificuldade de socialização.

    Os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de maneira cuidadosa por aqueles que querem se aventurar pelo mundo virtual atrás da sua tão sonhada “alma gêmea”, porque o mundo é virtual, mas os problemas que esse mundo virtual pode trazer são reais.

     “Não confunda internet com a vida”.

     

     

     

  • Carência Afetiva

     A forte dependência emocional pelo outro

     A carência afetiva é a forte dependência emocional que temos pela outra pessoa, é sentir solidão mesmo rodeado de pessoas, e muitas vezes achar que, para ser feliz e nos sentirmos amados, precisamos incondicionalmente do outro não importando como seja.

    Muitas pessoas vêm enfrentando esse problema que afeta homens e mulheres de todas as idades e classes sociais.

    Então você se pergunta, de onde vem tanta carência?   Essa carência pode e na maioria das vezes está ligada a vivencia emocional na infância, a falta de afetividade dos pais, o abandono, a falta de atenção, a rejeição.

    Quando somos crianças dependemos emocionalmente deles e na falta desse carinho que engloba presença, parceria, companheirismo, orientações…, fica uma espécie de lacuna em aberto e então quando entramos na adolescência e na vida adulta, essa falta se potencializa.

    Por outro lado, a pessoa pode desenvolver esta carência quando recebe  excesso de cuidados na infância, gerando a sensação de dependência do outro no seu dia a dia e até mesmo com relação ao amor, fazendo com que ela acredite que sua alegria e felicidade sempre depende de alguém.

    É aí que, saímos em busca do preenchimento dessa tal lacuna a qualquer custo. O problema é que sempre estamos buscando esse preenchimento em lugares, coisas e pessoas, mas nunca nós.

    Precisamos tomar muito cuidado com essa carência, ela pode nos colocar em problemas difíceis de se resolverem depois.

    A analista financeiro C.A.F, de 28 anos, sempre teve muitos problemas familiares e consequentemente afetivos durante a sua infância. – “Sempre tive uma família muito problemática, meus pais brigavam muito e eles sempre estavam muito ausentes, trabalhavam bastante para que não faltasse nada de material para nós. Porém o principal sempre faltou, que era o carinho, a atenção e a orientação. Durante muitos anos eu sempre busquei sanar a falta desse amor e esse carinho nos meus namorados e claro, nunca encontrei, com isso meus relacionamentos sempre foram doloridos e frustrados.  Buscava neles o carinho e a atenção que eu nunca tive dos meus pais, eram uma relação de forte dependência emocional deles.   Hoje estou noiva e tenho uma relação muito bacana com meu noivo, o que me ajudou muito foram os anos de terapia que fiz, assim pude entender e separar as minhas emoções e sentimentos afetivos”, relata C.A.F.

    As relações amorosas tendem a ser frustradas sempre que se busca resolver o problema de carência afetiva no outro.

    A carência é uma inimiga cruel, ela faz você ver amor onde não existe, faz você enxergar carinho e afeto em uma relação toxica, faz o seu príncipe virar sapo e sua princesa virar a bruxa má.

    Para se livrar desse problema em primeiro lugar, você precisa buscar maneira de estar bem consigo mesmo. Não se deve condicionar a sua felicidade às outras pessoas. Quem faz parte da sua vida deve estar ali para somar, e não para suprir suas carências.

    Busque melhorar como pessoa, reconheça suas qualidades e as valorize, mas saiba que todos nós temos defeitos, isso é comum. Aprenda a lidar com suas limitações e não se diminua por esses motivos, mas ame-se e valorize-se.

    Buscar ajuda psicológica irá te auxiliar no seu autoconhecimento e a saber lidar melhor com as frustrações e carências afetivas da sua infância, assim as suas escolhas e suas relações amorosas tendem a ser mais leves.

     “A carência afetiva te cega para o que é simples e fantasia o que parece impróprio”

  • Síndrome de Burnout – A doença causada pelo esgotamento profissional

    Milhares de pessoas estão passando pelo esgotamento profissional, você sabe o que é a Síndrome de Burnout?

    Milhares de pessoas estão sofrendo com o esgotamento profissional, isso pode ser Síndrome de Burnout ou Síndrome do esgotamento profissional.

    Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, que ocorre pelo esgotamento físico e mental intenso, ligado a vida profissional.

    Muitas pessoas já devem ter ouvido sobre ou pode estar passando por isso nesse momento. Sabe aquele cansaço físico, emocional e mental que não sabemos de onde ele está vindo, aquele cansaço que te faz não produzir tanto quanto antes e que te deixa exaurido? Então, pode ser a síndrome do esgotamento profissional.

    O nosso ritmo atual, é desgastante, cheio de estresse, de tensão emocional partindo de todos os lados, as cobranças, tudo isso nos faz paralisar, nos faz ligar o “piloto automático” e continuar os trabalhos, porque eles não podem parar.

    Os sintomas em fase inicial, pode se confundir com depressão, por isso é importante um diagnóstico detalhado.

    Sintomas

     Mudança de comportamentos (agressividade, isolamento, mudança de humor, dificuldade de concentração, falha da memória, tristeza…)

    • Ausência no trabalho
    • Sensação constante de negatividade
    • Cansaço físico e mental
    • Falta de energia
    • Alto grau de impaciência
    • Ansiedade, baixo autoestima
    • Dores de cabeça constantes, dores musculares, insônia…

    Esses são alguns indícios do esgotamento profissional, uma doença cruel e de difícil diagnóstico, que é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e pelas leis trabalhistas do Brasil.

    A síndrome do esgotamento emocional é mais comum em profissionais que lidam com pessoas e de alguma forma influenciam suas vidas, como as áreas da educação, advogados, saúde, bombeiros, policiais, recursos humanos, jornalistas, dentre outras.

    Porém por muitas vezes não percebemos que esse ritmo profissional está nos prejudicando de maneira a nos trazer consequências graves para a nossa saúde mental.

    Tratamento

    Normalmente o tratamento é feito por psicólogo e psiquiatra, com interversão medicamentosa caso necessário.  A terapia irá te ajudar a repensar as suas rotinas para melhorar a qualidade de vida, irá auxiliar nas suas prioridades e assim aliviar o sofrimento psíquico causado pela Síndrome de Burnout.

    “Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons” (Freud)

     

     

     

     

     

     

     

  • Envelhecer – Precisamos falar sobre envelhecimento

    Você já pensou no seu próprio envelhecimento?  Como você deseja que seja a sua velhice?

    Quando falamos de envelhecimento, as pessoas costumam pensar apenas no envelhecimento do outro, mas dificilmente pensa em si próprio, por medo ou por falta de conhecimento.

    Então eu pergunto, você já pensou no seu próprio envelhecimento?

    Envelhecer é o processo de desgaste do corpo (ou das células), depois de atingir a idade adulta, portanto, envelhecer não é ficar doente, não é patológico, o envelhecimento é heterogêneo, cada um irá envelhecer de um jeito, de acordo com a sua cultura, alimentação, modo de vida..

    Hoje em dia, passar dos 60 anos não é mais o “fim do mundo” ou o “fim da vida”, isso se dá pelo aumento da expectativa de vida, envelhecer não é e não precisa ser um processo deprimente, doloroso, com medos e ansiedades.

    A ideia de envelhecer nos aflige, porque fomos “ensinados” pela sociedade moderna, que isso é ruim, que envelhecer é ficar doente, debilitado, feio, dependente e sem autonomia.

    Porem se pararmos para pensar um pouco, vamos perceber que nós já nascemos envelhecendo e isso é um processo inevitável e natural no ser humano.

    O envelhecimento nos coloca diante de diversos desafios, implica em mudanças de prioridades, novos papéis na sociedade e novas percepções.

    Para algumas pessoas o envelhecimento é como um pesadelo em que ela não consegue sair, é olhar no espelho e não se reconhecer; mas há também as pessoas que lidam muito bem emocionalmente, com o seu processo de envelhecer e que vê nisso, uma forma de ser melhor para ela e para os que estão à sua volta.

    Ficar velho não representa ficar estagnado, você pode ressignificar a sua vida, fazendo diversas atividades que te tragam prazer, o que vai determinar a nossa “boa” velhice são as escolhas que iremos fazer até chegar lá e as escolhas que fazemos quando chegarmos.

    Procurar ajuda psicológica especializada, pode te ajudar nesse processo e na ressignificação dessa nova etapa da sua vida.

    “Você nunca é velho enquanto existir um ideal”