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  • Mundos paralelos despertam a atenção do leitor em livros de fantasia

    Quem leu a trilogia de “Johnny Bleas”, publicada pela Editora Pandorga, conhece o Mundo Mágico de Asterium onde se passa a história criada pelo escritor JG Brene. Os livros de fantasia, magia e aventura conseguem segurar a atenção dos leitores quando oferecem, além de uma boa história, um mundo diferente a ser explorado.

    Em “O Senhor dos Anéis” também existe um mundo imaginário que o autor J. R. R. Tolkien trata como “Terra Média”, inspirada no Planeta Terra e apresentada aos leitores como uma Europa mitológica onde, além dos humanos, também é habitada por seres diferentes.

    Na trilogia (série) de “Harry Potter”, da escritora J.K. Rowling está o chamado “Mundo Mágico” que existe paralelamente ao mundo que conhecemos. Nesse mundo fantasioso fica a escola de magia Hogwarts, onde Harry Potter estuda e conhece seus amigos e um mundo totalmente diferente ao qual estava acostumado.

    O escritor JG Brene acredita que os mundos imaginários dão aos amantes da leitura a mais livre expansão da imaginação, porque imaginar e vislumbrar mundos novos liberta e fomenta a criatividade do leitor. Ele conta que criar o Mundo de Asterium não foi uma tarefa muito fácil, porque não basta apenas imaginar, mas também ligar os pontos. “Foi preciso pensar e ter clareza de tudo o que está relacionado ao enredo e, além disso, criar o Mundo Mágico de Asterium exigiu também muita pesquisa e tive que entender processos naturais de geofísica, astronomia e principalmente geopolítica, uma vez que tudo isso tem relação direta ao enredo”, lembra o criador de Johnny Bleas.

    Apesar de todo esforço dedicado à construção do mundo imaginário, Brene afirma que foi um dos momentos mais prazerosos durante a criação da trilogia. “Assim como o Senhor dos Anéis, Harry Porter, Nárnia e muitos outros livros de ficção e fantasia, criar o mundo com todas as suas especificidades faz a narrativa se tornar ainda mais interessante e deixa a trama ainda mais rica”, destaca o autor.

    JG Brene não gosta de fazer comparações com outras obras, mas algumas coisas existentes no Mundo Mágico de Asterium têm semelhanças com outras obras mundialmente conhecidas. “Longe de me comparar com um autor tão notório quanto Tolkien, mas Asterium tem características bem próximas à Terra Média, criada em o Senhor dos Anéis, porém, em alguns pontos Asterium consegue se aprofundar ainda mais em relação às especificações geográficas do que o mundo de Tolkien. Principalmente quando o relacionamos as especificações geográficas”, explica.

    Onde fica Asterium?

    O escritor paulistano explica que as características astronômicas, físicas e geográficas são bastante similares ao do Planeta Terra. “Encaro Asterium como uma dimensão paralela à Terra. Conforme descrito no livro 1 “Johnny Bleas- Um Novo Mundo”, podemos chegar a Asterium através de fusões dimensionais e estas podem estar presentes em diversos lugares. Geralmente nos lugares mais inesperados”, conclui JG Brene

    A trilogia chegou ao fim com o lançamento de “Johnny Bleas – O Herdeiro de ASterium” em julho deste ano. O primeiro livro da trilogia ganhou versões em espanhol e inglês através da Amazon. O autor criou um blog onde o leitor pode conhecer melhor o Mundo Mágico de Asterium..

  • Quintal tem alma

    Livro “Memórias do Quintal e Outras Histórias” completa 5 anos em 2018 e para comemorar é lançada versão digital na Amazon

     

    Meu primeiro livro, “Memórias do Quintal e Outras Histórias”, completa 5 anos agora em 2018 e para comemorar essa data importante, a Amazon disponibiliza versão digital, além do livro impresso publicado pela AM3 Conteúdo.

    Se você, que me acompanha aqui na “Tempos Modernos” ainda não teve a oportunidade de ler o livro, compartilho o trecho inicial da obra logo abaixo.

    “A alma de um quintal também é eterna, assim como é com os humanos. A minha alma sofre porque perdi boa parte das pessoas que amei e hoje só me restam as memórias dos tempos felizes e de muito aprendizado.

    O grande problema em ser um quintal é o longo tempo de vida que temos. A imortalidade nos incomoda e quando deixamos de ser um quintal tornamo-nos parte de uma chácara, sítio ou edifício, mas a alma e a memória de outras vidas permanecem.

    Eu, por exemplo, era parte de um sítio, depois o sítio ao qual pertencia foi sendo loteado e surgiram vários quintais, incluindo este que vos escreve. Pensando dessa forma, eu nasci nos anos 70. Não lembro ao certo a data, mas se não me engano foi no final daquela década.

    Muitas pessoas tiveram suas vidas ligadas à minha, ou seja, moraram em “mim” – afinal é para isso que servem os quintais, abrigar as pessoas – sendo que algumas deixaram boas lembranças, outras nem tanto.

    Quero começar a contar minhas memórias a partir da terceira pessoa que morou neste velho quintal. Zé Latinha, o velho e solitário senhor que era mudo e misterioso.

    Zé Latinha ficou comigo mais ou menos uns sete anos. O meu dono alugou uma casa que foi construída “em mim” e então tive o privilégio de dividir minha solidão com ele”.

    Mais sobre o livro e como ler a versão digital completa agora, entre neste link.

     

  • Romário lança livro e transforma adultos em crianças ao lado do ídolo

    Romário lança livro e transforma adultos em crianças ao lado do ídolo

    O ex-jogador e agora senador Romário, lança seu primeiro livro e reúne diversos fãs para receber o autografo do ídolo

    Era tarde do dia 19 de julho de 1994, quando na pista do aeroporto internacional de Brasília aponta um avião vindo dos Estados Unidos. Ao longe é possível ver a figura de um homem, contrariando inúmeras regras de segurança, mas que naquele dia, naquele ano, ninguém ousaria repreende-lo por isso, com metade do corpo para fora na janela da cabine da aeronave, camisa social azul, uma medalha no pescoço, braços abertos e uma bandeira do Brasil em sua mão esquerda.

    Esse homem era Romário Faria, junto a ele no avião estava a delegação da seleção brasileira de futebol, que acabava de conquistar o tetra campeonato da Copa do Mundo, realizada em solo norte-americano. Porém, por mais que futebol seja um esporte coletivo, ninguém naquela aeronave tinha tanto prestígio quanto Romário, mas ninguém sequer ousava postular o pedestal no qual o atacante estava alçado.

    O gesto de Romário em segurar a bandeira do Brasil é um grande simbolismo, pois naquele momento, aos 28 anos de idade, de fato, o então jogador tinha o país em suas mãos. Ele era o homem mais amado, idolatrado e admirado por todos por ser o grande protagonista da conquista do título, que não era conquistado pela seleção brasileira havia 24 anos, o ídolo no esporte que o país necessitava enquanto ainda chorava a perda de Ayrton Senna, morto naquele mesmo ano.

    Romário segura a bandeira do Brasil na chegada do avião que trazia a equipe campeã do Mundo, em 1994 / Acervo O Globo

    É esse mesmo homem, que após 23 anos, agora eleito senador com o maior número de votos da história do Rio de Janeiro, lançou seu primeiro livro, Um Olho na Bola, Outro no Cartola”, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo.

    E podem acreditar isso não é pouca coisa. Representante de uma classe que em sua maioria sequer consegue terminar o ensino médio, ainda soa estranho um ex-jogador se transformar em um político de grande representatividade e ativo em suas funções e agora também escritor.

    A imprensa já mantinha suas câmeras ligadas, o público já se acotovelava em busca do melhor lugar quando passado um pouco das 19:00 de uma quinta-feira, 21 de setembro, quando Romário aparece em uma livraria lotada, com ares de estádio de futebol. São centenas de adultos, trajando camisas de futebol, que mais pareciam crianças ao ver o ídolo, e todos com o livro firme, tal qual um filho em suas mãos, devidamente pronto para ser autografado pelo senador.

    O livro é sobre a corrupção que impera no meio do do esporte mais popular do Brasil, sobretudo na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) mostrando os bastidores da CPI do Futebol, liderada pelo senador, que tornou público todo tipo de falcatrua e enriquecimento ilícito dos dirigentes ao longo dos anos.

    Ao lado do jornalista esportivo Juca Kfouri, autor do prefácio do livro, Romário bateu um papo, respondeu perguntas, explicou sobre seu ingresso na carreira política, motivada pelo nascimento de sua filha Ivy, de 12 anos, portadora de síndrome de down, falou sobre futebol, bastidores da sua época de jogador, política, governo Temer e muitos outros assuntos.

    Romário lança livro e transforma adultos em crianças ao lado do ídolo
    Romário ao lado do jornalista esportivo Juca Kfouri, durante lançamento de seu livo / Foto: Handerson Faria

    Apesar dos cabelos brancos e uma postura muito mais polida do que aquela famosa “marra” da época de jogador, os gestos e a forma pausada de falar ainda são os mesmos, assim como as declarações sempre afiadas de quem tem total noção de sua importância.

    Quando perguntado se a seleção conquistaria o título em 1994 caso ele não estivesse presente, a resposta veio de forma direta e objetiva. “Não, sem mim não seríamos campeões”, o que levou o público ao delírio e palmas e gritos foram entoados, comprovando que cada um presente ali concorda com essa opinião.

    Por fim, Romário autografou e tirou fotos com cada um dos presentes que se aglomeraram em uma enorme fila que se formou rapidamente e tomava dois pisos da livraria.

    Uma noite dos sonhos para quem é fã de futebol e principalmente do ex-jogador e se acostumou com os gols de Romário, mas que agora se contenta em ler seu livro e acompanhar sua carreira política.

    Porém quem é Rei jamais perde a majestade, como o próprio “baixinho”, apelido dos tempos de jogador, sempre gostou de dizer, mas que agora a carreira política o impede de tais declarações, mas isso pouco importa, certamente cada presente ali, inclusive eu, sabe bem o que aquele homem representa.

    Texto originalmente postado no O Outro Lado da Raposa

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  • Chega às lojas “O Livro das Listas” de Renato Russo

    Chega às lojas “O Livro das Listas” de Renato Russo

     “O Livro das Listas” de Renato Russo chega às lojas nesta segunda e pode ajudar a decifrar um pouco a mente controversa do artista

    Para quem é fã de Legião Urbana, mas principalmente do líder da banda, Renato Russo, nesta segunda, 04, chega às lojas pela Companhia das Letras, um livro que pode ajudar a entender um pouco mais sobre a mente do vocalista do grupo, intitulado “O Livro das Listas”.

    Mesmo após sua morte em 11 de outubro de 1996, por complicações da Aids, Renato Russo é daqueles gênios de certa forma “incompreendido” por muitas pessoas. Ainda que as músicas escritas por ele e que fizeram e ainda fazem enorme sucesso não sejam do gosto de alguns é inegável toda importância que o artista teve para outras tantas milhares de pessoas.

    Renato Russo era também um ávido consumidor de toda forma de arte e através de toda sua vida sempre evidenciou esse lado em diversos trabalhos e experiências que vivenciou ao longo dos anos em que esteve vivo.

    O livrou foi feito a partir das anotações do artista, até hoje inéditas ao público, reveladoras dos temas de interesse que podem ter influenciado as composições de Renato, as listas não apenas serviam para classificar o que ele já conhecia e para indicar o que ele ainda pretendia ler, ouvir, assistir e viver, como também são uma forma de conhecer o processo criativo de um dos grandes nomes da cultura popular brasileira.

    Através de discos, livros, filmes, artistas e referências variadas que eram rapidamente integradas ao vasto repertório de Renato, o músico organizava seu pensamento criativo por meio de listas, muitas listas e que agora estão disponíveis aos fãs.

    É importante lembrar que além do lançamento do livro, essa semana também reserva outra importante homenagem a Renato. Na próxima quarta-feira, 06, será aberta no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, a exposição “Renato Russo” — a maior da história do MIS, com cerca de mil dos três mil itens que o cantor guardava no seu apartamento na Rua Nascimento Silva, em Ipanema.

    Portanto, se você é fã de Renato Russo ou apenas se interessou em conhecer um pouco mais sobre a controversa mente do artista, vale a pena conhecer esses dois projetos que podem ajudar bastante nessa tarefa.

    Serviço:

    Chega às lojas “O Livro das Listas” de Renato Russo“O livro das listas — Referências musicais, culturais e sentimentais de Renato Russo”: Organização e comentários: Sofia Mariutti e Tarso de Melo. Tradução das listas: George Schlesinger. Editora: Companhia das Letras. Páginas: 220. Preço: R$ 59,90.

    Exposição “Renato Russo” no MIS:

    INGRESSOS

    As entradas antecipadas são exclusivas para a pré-estreia – primeiro dia de visitação à exposição – e para as três primeiras semanas: 6 (pré-estreia), 8, 9, 13, 14, 15, 16, 20,  21, 22 e 23 de setembro. Os ingressos entre os dias 8 e 23 de julho custam R$ 15 (meia) e R$30 (inteira).

    Pré-estreia e Campanha Leia um livro: Os fãs que optarem por visitar a mostra na pré-estreia ganham um pôster exclusivo da exposição e os ingressos para a data custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Além da meia-entrada para estudantes, idosos e professores da rede pública, o MIS volta com a campanha Leia um livro, que concede 50% de desconto para quem trouxer um livro de ficção, em bom estado, no dia da visitação. Os livros arrecadados na campanha serão doados para instituições selecionadas pelo museu.

    Matéria originalmente postada pelo blog O Outro Lado da Raposa

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  • Livro “O Conto de Aia” de Margareth Atwood é “escondido” em 11 cidades brasileiras

    Livro “O Conto de Aia” de Margareth Atwood é “escondido” em 11 cidades brasileiras

    Exemplares de “O Conto de Aia”, de Margareth Atwood foram escondidos em cidades brasileiras. Ação é fruto de parceria entre a Editora Rocco e do Leia Mulheres. O livro conta uma história de opressão e transformação das mulheres em objeto

    No último fim de semana, 15 e 16 de julho, exemplares do livro “O Conto de Aia” (The Handmaid’s Tale) foram espalhados por 11 cidades brasileiras com o objetivo de levar as pessoas a terem contato com uma história que infelizmente ainda se mostra muito atual mesmo após mais de 30 anos de seu lançamento.

    Escrito pela autora canadense Margaret Atwood, em 1985, o livro é uma espécie de romance de distopia que se passa no futuro, nos Estados Unidos, onde fundamentalistas de direita após assumirem o poder fundam a República de Gilead – Um regime autoritário e opressor que transforma mulheres férteis em escravas sexuais para gerar novas vidas.

    Recentemente o tema foi colocado novamente em debate com a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

    Livro “O Conto de Aia” de Margareth Atwood é “escondido” em 11 cidades brasileiras
    Livro “O Conto de Aia” de Margareth Atwood é “escondido” em 11 cidades brasileiras

    As cidades que receberam os exemplares escondidos foram São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Boa Vista, Maceió, Curitiba, Ribeirão Preto, Niterói e Natal. Quem encontrasse os livros também encontrava um bilhete com orientações para que o momento fosse compartilhado nas redes sociais.

    Em um país que infelizmente o hábito da leitura não é comum, na verdade longe disso, de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil de 2016, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro na vida, atitudes que possam incentivar a leitura de alguma forma são absolutamente louváveis.

    A escolha do livro para a campanha também foi muito bem escolhida, em um momento onde as mulheres lutam por igualdade, pelo fim da objetificação histórias que possam sempre levantar esse tipo de discussão também devem ser estimuladas.

    A iniciativa partiu de uma parceria entre a Rocco, que edita a obra no Brasil, e o projeto Leia Mulheres, que organiza clubes de leitura – só de obras escritas por mulheres – em mais de 40 cidades.

    Quem deu início a essa campanha foi a atriz Emma Watson, que deixou exemplares da obra escondidos em pontos da cidade de Paris.

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