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  • Seu filho é rebelde, não te obedece e ainda te desafia?

    Nem sempre é birra, ele pode ter Transtorno Opositor Desafiador – TOD

    Você coloca limites no seu filho e mesmo assim ele não te obedece, é rebelde e ainda te desafia?  Fique em alerta porque o seu filho pode ter Transtorno Opositor Desafiador – TOD.

    Esse e um transtorno infantil que inicia normalmente antes dos 08 anos de idade e vai até a adolescência, é caracterizado por um comportamento desafiador e desobediente, diante de figuras de autoridade como pais, cuidadores e professores.

    A causa ainda é desconhecida, mas o que se sabe é que envolve uma combinação genética e ambiental. O transtorno pode durar anos ou a vida inteira pois não há cura.

    É caracterizado por explosões de raiva, falta de controle das emoções, tentativa de irritar os outros e culpa-los pelo seus erros, impulsividade e comportamento antissocial. Geralmente tem baixa tolerância à frustração e perdem a paciência com facilidade.

    Alguns comportamentos de TOD

     

    • Desobediência (se opõe a regras básicas)
    • Ignoram alertas, até mesmo para não se machucarem
    • Agressão verbal
    • Hostilidade
    • Culpam os outros pelos seus erros
    • Perturbam os outros constantemente
    • Buscam por vingança

     

    A mãe da V.M de 05 anos, nos conta que chegou a um ponto de não querer mais sair de casa com a filha, – “Chegamos a uma situação que não saíamos mais de casa para programas em família, ela não sabia ouvir o “não”, sempre nos desafiava, gritava, se jogava no chão, puxava os cabelos nas frente das pessoas e saia correndo, não tinha mais o que fazer, eu chorava e meu marido ficava nervoso, depois que procurei ajuda descobrimos o que ela tinha e iniciamos o tratamento, hoje sei como lidar com isso, e ficou um pouco mais fácil. Mas eu e meu marido também precisamos passar por tratamento para entender e saber como agir”.

    Fatores de risco sociais que podem contribuir

     

    • Pais negligentes ou ausentes
    • Ambiente familiar desregrado
    • Comportamento agressivo entre os pais
    • Vivência em comunidades com alto índice de criminalidade
    • Abuso físico, sexual ou psicológico

    O tratamento geralmente envolve psicoterapia individual e familiar, em casos mais graves é necessário recorrer a medicação.

    Quando não tratado o TOD pode evoluir para outros transtornos como transtorno de conduta ou personalidade antissocial.

     

     

     

  • Transtorno Explosivo Intermitente – TEI

    Você sabe o que é?

     

    Você conhece ou já ouviu falar em pessoas que tem ataques de fúria repentinamente, dizem ter o pavio curto e tem explosões de violência? Ela pode sofrer de TEI.

    Transtorno Explosivo Intermitente – TEI é um transtorno relativamente novo, no DSM-V é conhecido como distúrbios de controle de impulso. Caracteriza-se por expressar-se através de explosões repentinas e relativamente breves de violência, desencadeadas por situações minimamente frustrantes ou estressantes, e isso não pode ser explicado pelo consumo de substâncias ou lesões cerebrais.

    O TEI é uma desordem comportamental, onde o controle dos impulsos e o controle emocional é afetado negativamente. Eles são desproporcionais ao estresse e não são premeditados, quando a pessoa percebe ela já explodiu.

    Todos nós podemos sim ter ataques de fúrias, porém quem tem o TEI, esses ataques são bem mais recorrentes do que o dito “normal” e com mais intensidade. Essas pessoas possuem um limite muito baixo de frustração e qualquer decepção, por menor que seja, dispara repentinamente a raiva, mesmo que segundos antes a pessoa estivesse sorrindo e de bom humor.

    Ao longo destes curtos episódios de raiva, a pessoa perde o controle parcial ou total sobre seu comportamento, e muitas vezes pode agredir verbalmente ou fisicamente as pessoas que estão à sua volta.

    As explosões de TEI são classificas entre leve e severas, as severas geralmente vem com agressões físicas ao outro.  Quando essa explosão de raiva passa, a pessoa sente um alivio por ter “descarregado” e em seguida se sente culpada pelo ocorrido e tende a pedir desculpas.

    Sintomas mais comuns

    Os sintomas geralmente são as explosões de raiva, muitas vezes por motivos pequenos, a fúria repentina, a agressão física ou verbal com duração de até uma hora. Porém como já falamos acima essa explosão não pode estar associada ao uso de substâncias (drogas licitas e ilícitas) e nem a lesões cerebrais.

    Tratamento

    O tratamento deve ser feito com medicação (normalmente estabilizadores de humor e/ou antidepressivos) e terapia, a mais indicada nesse caso é a TCC – Terapia Cognitivo Comportamental.

     

     

     

  • Transtornos do Humor

    Não é apenas uma situação de mau humor é mais complexo que isso

    Muitas vezes falamos que estamos de mau humor, ou que “fulano” vive mal-humorado, mas a verdade é que essa situação pode ser mais complexa, pode ser um transtorno de humor.

    Transtornos do humor são aqueles nos quais o sintoma central é a alteração do humor ou do afeto. Afeta diversas áreas da vida da pessoa e a maioria dos outros sintomas são menos prejudiciais ou são consequência do humor alterado. São problemas de saúde mental, como depressão, transtorno bipolar e mania.

    Esses transtornos ocorrem em qualquer pessoa, inclusive crianças. A causa dessas perturbações de humor ainda não é totalmente compreendida, porém sabe – se que há um desequilíbrio químico no cérebro que pode desempenhar esse papel.

     

    Em alguns casos, esses transtornos de humor podem estar relacionados a uma condição médica, abuso de drogas e situações do cotidiano, por isso costumamos dizer que esse transtorno pode ter causas multifatoriais.

     

    Os tipos mais comuns de transtornos de humor incluem a depressão, o transtorno distímico (transtorno depressivo mais suave) e transtorno bipolar. Os sintomas incluem sentimentos de tristeza, desesperança, desamparo, culpa, pensamentos suicidas, fadiga, alteração do apetite, dificuldade de concentração e dificuldade nas relações.

    Transtorno de humor também podem causar uma euforia, que é acompanhado por um sentimento de grandiosidade, excitação e energia extrema.   Esses sentimentos são mais fortes e duram mais do que o normal.

    Tratamento

    Para tratar os distúrbios do humor você precisa de uma avaliação de um profissional da saúde. Medicação, terapia e mudança no estilo de vida são os métodos mais usados para o tratamento.

    O importante nesses casos é ter um diagnóstico e tratamento precoce para reduzir a gravidade dos sintomas.

     

     

     

     

     

     

  • Transtorno Obsessivo Compulsivo

    Sinais que indicam que você sofre com TOC

     

    Se você tem “manias” ou faz as coisas com “repetições”, você pode estar sofrendo de TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo.

    O Toc é um tipo de transtorno derivado da ansiedade. É um estado emocional de apreensão sobre algo ruim que possa vir a acontecer. Uma coisa é você ser uma pessoa extremamente organizada, pontual, rigorosa em suas atividades, mas que tem controle sobre esses comportamentos e não quer mudar,outra coisa é querer se libertar disso e não conseguir.

    Um exemplo simples é limpar milhares de vezes o mesmo objeto que você já sabe que está limpo, mas não se sente em paz se não cumprir com aquele ritual desnecessário.

    O que caracteriza o TOC são as manias excessivas de limpeza, verificação, repetição e ordenação.

     

    Sintomas mais comuns

     

    • Medo de Contaminação
    • Acumular coisas que não utiliza
    • Preocupação exagerada com organização, alinhamento perfeito de objetos
    • Pensamentos excessivos de morte
    • Atos repetitivos de limpeza, organização, checagem, verificar portas, luzes, torneira, registro do gás…

    Esses sintomas não garante um diagnóstico.   São algumas pistas para que você fique alerta e procure ajuda profissional.
    Tratamento

    O tratamento recomendado é a psicoterapia, esse tratamento vai te ajudar a segurar o comportamento compulsivo.

    Lembrando que o TOC é um transtorno causado pela ansiedade, então deve-se entender qual é a causa da sua ansiedade e porque desencadeou o TOC.  Em alguns casos haverá a necessidade de acompanhamento medicamentoso com psiquiatra.

     

    “Nosso equilíbrio mental depende do nosso bem estar como um todo”