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  • TOC na Infância – O perigo invisível

    Saiba como é uma criança com TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo.

    O TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo na infância é um perigo invisível, quase passa desapercebido pelos pais, que por muitas vezes acha que é uma mania e que logo irá passar. Hoje em cada 200 crianças 01 tem TOC.

    Esse problema não é só o exagero nas manias de limpeza ou organização, TOC é um transtorno de ansiedade que faz com que o cérebro fique focado em alguns medos ou obsessões, como a presença de germes ou monstros escondidos, na infância ele pode se iniciar a partir dos 04 anos de idade.

    Geralmente as crianças tentam sair desses medos, realizando rituais repetitivos  como evitar utilizar o banheiro da escola ou da casa de um amigo, não dividir o lanche por considerar nojento, fazer lavagens excessivas das mãos para ter certeza de que estão limpas, dúvidas seguidas de verificações ou de perguntas repetidas, ou necessidade de confirmações (checagens para confirmar se os materiais estão na mochila, ligar seguidas vezes para se certificar de que nada de ruim aconteceu com um familiar, verificar a porta da casa ou do carro para garantir que esteja trancada), sendo seguidos, muitas vezes, por evitações (não usar o banheiro da escola ou não chegar perto dos colegas), esses são alguns exemplos.

    Isso acontece porque quem tem TOC acredita que se, esses rituais não forem realizados, algo de muito ruim irá acontecer e se eles não forem realizados, a ansiedade volta ainda mais forte e os rituais tendem a aumentar.

    É importante lembrar que a criança com TOC não tem o aprendizado prejudicado. Porém, é provável que o rendimento escolar da criança fique comprometido pelo pensamento obsessivo, ou pelo perfeccionismo que a criança pode ter para escrever palavras.

    O tratamento do TOC infantil é feito através de medicação, psicoterapia comportamental e suporte escolar adequado.

  • Unindo arte e reciclagem, projeto apresenta soluções para problema do lixo nos oceanos

    O mundo está em alerta ambiental e a questão do lixo nos oceanos é pauta constante nas discussões de órgãos mundiais como a ONU e a UNESCO, que procuram reconhecer projetos que apresentam soluções para a questão, como o “Lixo Limpo” do engenheiro colombiano Maurício Mayorga, que propõe limpar os oceanos transformando o lixo em arte através da reciclagem.

    Ele também desenvolve trabalhos artísticos como pintor e se envolve em outras atividades culturais que tem um único objetivo: levar o ser humano a refletir sobre a sua responsabilidade no planeta em relação à reciclagem dos resíduos que se transformam em um delicado problema. “Essa falta de conscientização faz com que surjam ilhas tóxicas de lixo em nossos oceanos. Por isso, é preciso que todos se unam para espalhar por toda parte a ideia de que a educação em reciclagem em todas as instituições educacionais sobre o planeta se faz importante”, explica Maurício Mayorga, afirmando ainda que ações como essa atacam a raiz do problema e em um alguns anos permitirá minimizar significativamente este problema ambiental.

    O empenho do engenheiro de Bogotá na busca por soluções que diminuam o lixo nos oceanos, que ganhou força com seu projeto “Lixo Limpo”, o transformou em porta—voz das crianças e adultos que se sentem prejudicados com esse problema. E suas ações o levaram a ser convidado para participar da 10ª Sessão da Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CSD-19) nas Nações Unidas em Nova York, onde ele mais tarde pode apresentar a proposta por escrito para a Organização das Nações Unidas (ONU) que agora divulga seu projeto ambiental a nível global.

    Mayorga integra a Comissão Colombiana de oceano que entre as atividades especiais celebra o Dia Mundial dos Oceanos DMO, evento em que ele foi o responsável em  2018. O colombiano afirma que usa de suas competências profissionais para desenvolver as atividades culturais e ambientais em prol da paz e da conscientização ambiental. “Como engenheiro uso minhas habilidades para liderar este processo, como um artista apresento minhas exposições sobre o mar, o que me permitiu a compreender a gravidade do problema, e combinando tudo isso aos pontos fortes do projeto Lixo Limpo, nome sob o qual criei o grupo para as atividades que venho desenvolvendo até esse momento”, explica Maurício Mayorga.

    “A paz e o meio ambiente tem uma relação profunda”, afirma Maurício Mayorga

    No ano passado o Centro de Informação das Nações Unidas de Bogotá convidou o engenheiro e artista plástico a participar de várias atividades que a organização desenvolve em relação à paz, outra bandeira de Mayorga. “É preciso entender que existe uma importante e profunda relação entre a paz e o meio ambiente. Também temos que considerar sua relação transversal com todos os objetivos de desenvolvimento sustentável”, destaca.

    Suas ações a favor do meio ambiente e o apoio da ONU e da UNESCO, o credenciaram a atuar com porta-voz da causa em diferentes eventos. “Dessa forma, obtenho aval como uma voz da UNESCO para os eventos de celebração do DMO 2018 (Dia Mundial dos Oceanos)”, finaliza o criador do “Lixo Limpo”.

  • Transtorno Evitativo – O desconforto social

    Você sabe o que é?

    Você sabe ou já ouviu falar em Transtorno Evitativo? O nome é estranho, mas esse é um dos transtornos de personalidade bem comuns hoje em dia.

    É caracterizado por desconforto social e pelo desejo de evitar contato interpessoal.   Aliás, muitas vezes, o transtorno evitativo nem parece algo preocupante no dia a dia.  Isso porque pessoas evitativas evitam, ao máximo contato interpessoal, mesmo na vida profissional, não costumam se envolver com os outros sem ter certeza de que será bem recebido e são reservadas mesmo em relacionamentos íntimos, com medo do ridículo ou por pura vergonha mesmo.

    Pessoas que sofrem com esse transtorno costumam também ser muito preocupadas com críticas e rejeições, não fazem novas amizades facilmente, até porque acreditam ser inferiores as outras pessoas. Além disso, dificilmente, assumem riscos ou estão abertos a novas experiências, por mais simples que sejam.

    A causa do transtorno da personalidade esquiva não é definida, e pode ter causas sociais, genéticas e biológicas.  Traços da personalidade aparecem na infânciacomo excessiva timidez e medo de novas pessoas e situações.  Porém essas características são de emoções do desenvolvimento infantil e não significam que irá permanecer na vida adulta.

    Algumas Características

    • Baixa autoestima e alto nível de insegurança
    • Extremamente reservados, tímidos, solitários e isolados
    • Autoavaliação negativa
    • Relutam em participar de novas atividades ou correr riscos pessoais devido a uma percepção do risco de constrangimento
    • Falta de vontade de entrar em um relacionamento interpessoal a menos que existam garantias de aceitação

    A psicoterapia é o tratamento principal, porém medicamentos, incluindo antidepressivos, podem ajudar com alguns sintomas.

     

     

     

     

  • Johnny Bleas enfrenta guerra e domina as magias do universo em ‘O Herdeiro de Asterium’

    A trilogia Johnny Bleas chega ao fim com o lançamento de “Johnny Bleas – O Herdeiro de Asterium”(Editora Pandorga), terceiro e último livro da trilogia que fecha a história do herói criado por JG Brene.

    Segundo o autor, a obra se apresenta mais intensa que as anteriores, devido a surpreendentes acontecimentos e explosões de magias. “Uma das partes que mais me empolgam neste último livro da trilogia Johnny Bleas, é quando o jovem Kromus, Johnny Bleas, consegue finalmente dominar as mais incríveis magias do universo”, adianta JG Brene.

    O escritor também destaca que neste terceiro e último livro da trilogia é reforçada a mensagem principal da história, porém será ainda mais forte com a revelação de um dos mistérios dos Kromus, o Símbolo da Unicidade. “Todos estes pontos como meditação, aceitação, controle emocional, concentração são reforçados neste terceiro livro e deixamos para o leitor a reflexão sobre a formação do caráter humano”, reforça o autor, acrescentando que julgamos as pessoas por suas atitudes e ações, mas a verdade é que pouco sabemos sobre seu passado e o que houve para que sua formação de caráter pudesse torná-la aquilo que ela é. O livro tem seu ponto alto na grande guerra que é travada no entorno de Forhcore, capital do mundo mágico de Asterium.

    Sucesso com o livro deixa autor JG Brene com o sentimento de “missão cumprida”

    Com o final da trilogia de Johnny Bleas, o escritor se diz satisfeito com a sensação de missão cumprida. “Posso afirmar que ao concluir a trilogia tive o privilégio de sentir um dos mais fascinantes sentimentos humanos: satisfação plena e vitória!”.

    Para ele, concluir o último livro foi um dos maiores presentes que já recebeu porque o tornou uma pessoa melhor do que era. “Meu sentimento de gratidão por tudo e todos é certamente um dos mais fortes que já senti. Levarei para sempre comigo o aprendizado de que nunca se deve desistir dos seus sonhos. Empenho e dedicação serão fundamentais para alcançar qualquer conquista, se persistimos com firmeza certamente seremos vitoriosos”, finaliza JG Brene, ressaltando que, quando a pessoa age, acredita e persiste na construção de seus sonhos, a vitória é apenas o resultado inevitável das ações diárias.

  • Sayder e Mr. Angel unem Brasil e Costa Rica através da música

    O hit “Viver a vida dançando” já conquista os países das Américas do Sul e Central

     

    O paulistano Sayder está na música há 25 anos, mas de 7 anos para cá começou a realizar turnês por vários países e acabou conhecendo vários músicos, como Mr. Angel, da Costa Rica. Desta parceria surgiu a música ‘Viver a vida dançando’, que segundo Sayder, é uma forma de expressar o lado bom da vida. “Viver a vida dançando é quando você percebe uma criança sorrindo, quando você pode ajudar o próximo, acordar de manhã e perceber a beleza do sol e do cantar dos pássaros. É trazer tudo isso para a sua vida”, disse o músico.

    Segundo ele, a música ‘Viver a vida dançando’ expressa o sentimento de gratidão por tudo de bom que a vida traz e muitas vezes não damos a devida importância. “É aproveitar bem cada momento da vida, porque ela é só uma. Esse é o recado que a nossa música quer passar”, contou Sayder.

    Reconhecimento internacional

    Para Sayder, poder cantar em português para um público que fala outro idioma representa um marco em sua carreira, porque geralmente um músico do Brasil vai para o exterior e acaba cantando apenas para comunidades brasileiras. “É importante você poder divulgar o seu idioma e na maioria dos shows que realizo com artistas de outros países, procuro difundir muito a nossa cultura”, explicou.

    De acordo com o músico, se o inglês e o espanhol têm uma atenção especial em boa parte do mundo quando se trata da música, o português também deve ser valorizado. “Assim, muitas pessoas acabam tomando gosto pela nossa língua portuguesa e até mesmo aprendendo algumas palavras através das músicas”, destacou Sayder.

    Em breve o músico deverá iniciar sua turnê pelo continente africano, onde também divulgará a música ‘Viver a vida dançando’. Além de Mr. Angel da Costa Rica, Sayder já gravou com diversos outros artistas de renome internacional.

  • Mulheres mandonas

    Até onde é saudável ser assim?

     

    Quem diria que no século 21 as mulheres estariam “pegando” o papel dos homens e assim comandando a relação afetiva, quem diria que essas relações com papeis altamente invertidos um dia aconteceria. Mas até onde vale a pena ser uma mulher mandona?

    Nos tempos modernos, as coisas mudaram, as mulheres também estão tomando conta das relações afetivas, hoje as rédeas do relacionamento têm ficado com elas.

    Podemos chamar esse tipo de mulher de “Fêmea Alfa”, as que lideram a relação, assumem os compromissos, tomam as rédeas das situações e mandam nos homens.

    Claro que dentro dessa relação existem muitos paradigmas da infância, mas a mulher precisa entender o que de fato é mais importante na relação a dois para ela; impor as suas opiniões ou manter um relacionamento saudável para ambos.

    Não vou dizer aqui que o relacionamento precisa ser uma ditadura masculina, onde o homem manda e a mulher obedece, mas precisa ter uma igualdade balanceada na relação a dois.

                Para dar certo, as relações precisam ser mais pautadas na igualdade e nisso os casais gays têm muito a nos ensinar.

    Mas até que ponto, essa modernidade é boa para a mulher, ou melhor, para a relação?      Essa situação é boa para a mulher até a “página 2”, bem porque esse tipo de relação uma hora ou outra acaba enjoando, tanto para a mulher quanto para o homem que está ao lado dela. Essa relação pode gerar um comodismo que começa a ferir a relação, onde tudo vai perdendo a graça. O homem já não vê mais interesse em ter uma mulher que comanda a relação e por outro lado, a mulher vai perdendo um pouco de sua identidade feminina, ou seja, vai perdendo o lado bom de ser a “mulher” da relação, e de também ser cuidada pelo homem.

    Outro dia conversando com um amigo ele me fez a seguinte indagação:   Até onde a mulher consegue bancar a mandona? Será que consegue mesmo, ou tudo virou uma competição?

    Não podemos dizer que tudo é uma competição dos sexos, bem porque existem muitas mulheres que foram criadas para serem os “homens” das relações.  Mulheres que desde muito cedo tiveram que assumir papeis masculinos dentro do seu círculo familiar, ou seja, assumir casa, ajudar na criação de irmãos, ser arrimo de família.

    Mas chega um momento da vida da mulher que ela já não quer mais bancar essa situação tão masculina na vida dela, e isso acaba se tornando um peso.

    Para alguns homens essa posição da mulher é confortável sim, bem porque ele quer que ela assuma as responsabilidades que ele não quer assumir, preferindo delegar à mulher disposta a cumprir o papel de provedora da relação.  Também tem aquele homem que cresceu com uma mãe mandona e autoritária que tem a tendência de levar esse modelo para os seus relacionamentos afetivos.

    Existem os homens que gostam desse tipo de mulher porque querem delegar as suas responsabilidades, querem continuar em sua zona de conforto.

    Porém tem os que não gostam, os que se assustam com esse tipo de mulher e que de certa forma não querem uma “concorrência” de sua masculinidade. Há mulheres bem sucedidas, independentes, muito auto suficiente e que mesmo sem querer acaba diminuindo o homem que está ao seu lado, fazendo com que ele se sinta inferiorizado ou mesmo desvalorizado por ela, o homem que se sente dessa forma, acaba perdendo o interesse por essa relação.

    Mulheres controladoras demais acabam sendo chatas e a tendência é o homem perder a paciência e se sentir altamente sufocado e acabar se afastando dessa relação.

     

  • O maior tesouro

    Uma forte enchente assolou uma pequena cidade. Tudo aconteceu repentinamente e ninguém teve tempo de se preparar para o pior e o resultado de tudo isso foi a perda de tudo ou quase tudo que foi construído e adquirido ao longo dos anos.

    Muitos perderam dinheiro, documentos, móveis, eletrônicos e eletrodomésticos e até mesmo animais de estimação. O repórter de um jornal entrevistava as vítimas da enchente e cada um contava de sua maneira as perdas sofridas.

    – Eu perdi uma TV novinha e também um computador, dizia um dos entrevistados.

    – Eu perdi meu gatinho e uma quantia em dinheiro que estava guardado junto com meus documentos, informava uma entrevistada.

    Quando chegou a vez de Marta ser entrevistada, o repórter ficou no mínimo surpreendido com a sua resposta.

    – E a senhora, perdeu muita coisa?

    – Perdi muito não, pelo menos o que tenho de mais valioso eu não perdi e acho que nunca vou perder – respondeu Marta ao repórter.

    Ele não entendia a resposta de sua entrevistada, pois a sua casa fora totalmente tomada pelas águas e realmente ela havia perdido tudo e ainda mostrava-se serena, confiante. Ele quis saber o que ela tinha de mais valioso, que a deixava tão calma, ao contrário dos demais.

    – Por favor, faço questão de conhecer esse seu bem tão valioso que nem a enchente foi capaz de levar – pediu o repórter.

    – Sim, está aqui comigo. É a minha FÉ! Ela é o que tenho de mais valioso, porque mesmo que perca tudo que tenho, no que se refere aos bens materiais, se conseguir manter minha FÉ intacta, eu poderei um dia recuperar tudo. Enquanto eu não perder minha FÉ, eu terei o maior dos tesouros, mas o dia que Deus me livre, eu perde-la, aí sim, posso dizer que perdi tudo o que tinha, porque na verdade, a FÉ é tudo o que realmente importa!

    O repórter não perguntou mais nada, foi embora e nunca mais esqueceu o que aquela sábia mulher lhe ensinou. Foi uma verdadeira lição de vida!

     

     

     

     

  • A saúde mental em profissionais da área da saúde

    Cuidar da saúde do outro não requer apenas habilidades práticas ou acadêmicas vai muito além disso, requer saúde mental.

     

    Trabalhar na área da saúde para quem está de fora dela pode parecer por inúmeras vezes um sinônimo de status ou de muitos ganhos financeiros, mas na verdade é preciso ir muito além de querer ter status ou ter boas habilidades práticas e acadêmicas. É necessário amar com muita força a profissão que envolve a área de saúde.

    O profissional da saúde trabalha constantemente “no fio da navalha”, ou seja, trabalhamos com a parte mais sensível do ser humano, que é a saúde, trabalhamos sempre sob uma pressão gigantesca que chega por todos os lados, inclusive a pressão que colocamos em nós mesmos em sermos bons no que estamos fazendo, de dar sempre o nosso melhor, de termos sucesso na profissão.

    Além de todo o cansaço mental, da desumanização cotidiana que enfrentamos, ainda temos que ter a cabeça tranqüila para estudar as doenças que chegam como uma avalanche a cada dia, ter que manter a tranquilidade no atendimento de quem está sentindo dores, seja física ou emocional.

    Precisamos sempre estar muito bem treinados e preparados para lidar com as emoções, com a saúde mental, com o suicídio e com o familiar do outro, mas não estamos preparados para lidar com as nossas emoções, com a nossa saúde mental.

    A cada dia mais eu vejo os profissionais da saúde doentes emocionalmente, doentes mentalmente e muitos sem procurar por ajuda.  Enganam-se quem pensa que isso é uma exclusividade do Brasil, esse já é um problema mundial. Precisamos enfrentar efetivamente as doenças mentais dos profissionais da saúde, só assim iremos interromper a gama de suicídios na área.

    Não é nenhuma novidade que o índice de suicídio entre esses profissionais tem aumentado a cada dia e o mais alarmante é que pouco se divulga essa situação, profissionais como médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, dentistas, assistente social, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogos e uma quantidade enorme de profissionais da área não estão escapando das doenças mentais como depressão, TOC, transtorno de ansiedade, transtornos de humos e muitos chegando ao suicídio.

    Quando se houve falar que um médico ou um psicólogo, por exemplo, está deprimido ou se suicidou, a reação das pessoas é a pior possível, já vi reportagens em que diziam que a pessoa era médico e havia se suicidado e outra pessoa questionou; se suicidou por que se ele era médico? Sim, ele era médico, mas por trás do diploma dele tinha um ser humano suscetível a problemas emocionais.

    O mesmo serve para psicólogos, quando falo que vejo psicólogos com depressão, logo ouço o questionamento; mas psicólogo com depressão? Sim, o psicólogo que cuida da saúde mental dos outros também é um ser humano, suscetível a problemas dessa natureza. Não irei entrar nas questões de todos os profissionais, pois com certeza em todas as áreas da saúde sempre terá indagações.

    Por que tantos profissionais da saúde estão com problemas emocionais? Porque estamos cuidando do outro e nos esquecendo de nos cuidar, achando que podemos suportar mais e mais, todos os dias.

    Não queremos parar, analisar e admitir que sempre estamos expostos a um conjunto de estímulos emocionais que acompanham o nosso adoecer. Estímulos esses que podem ser a dor e o sofrimento do outro, seja um paciente terminal, uma criança que sofreu abuso, um paciente com depressão grave, seja o suicídio, ou um paciente queixoso, rebelde e que não adere ao tratamento, até mesmo lidar com as expectativas que o paciente e seus familiares colocam em nós profissionais da saúde, desejando certezas e garantias de nossa parte.  Sem falar nos plantões difíceis e no medo constante de errar com o paciente, erros que podem muitas vezes custar à vida dele. Então ficam as perguntas: Quem cuida da saúde mental dos profissionais da área da saúde?  Por que poucos profissionais procuram por ajuda?

    Somos seres humanos, precisamos buscar ajuda, cuidar da nossa saúde mental para poder continuar a batalha por salvar vidas, continuar nessa profissão nada fácil, mas que escolhemos por amor, porque quem não trabalha na área da saúde por amor a profissão não resiste à pressão.

    “Quando as coisas não andam bem na sua cabeça, elas não andam bem em nenhum lugar”

     

     

     

     

     

  • O filme que não fizemos

    Muitas vezes enterramos nossos sonhos dentro de nós e perdemos grandes oportunidades de viver uma vida plena e feliz

     

    Gutemberg vivia um momento importante em sua carreira. Depois de muitos anos de dedicação à empresa, finalmente era promovido a um cargo de chefia e com um salário poderoso.

    Um dos compromissos de todo homem de negócios que exerce um grande cargo em uma empresa é o de participar de eventos importantes, tendo até que sacrificar momentos com a família. Gutemberg abriu mão do final de semana com a esposa e seus dois filhos para participar de um seminário sobre novas técnicas de trabalho em um luxuoso hotel de Salvador, na Bahia.

    A primeira palestra era fantástica e Gutemberg prestava atenção ao palestrante e mantinha o foco no assunto que estava sendo abordado. Porém, uma coisa desviou sua atenção. Ele notou que na fileira da esquerda estava uma mulher que tinha um rosto familiar, mas ele não conseguia lembrar direito de onde a conhecia, mas notou também que ela o reconheceu porque abriu um sorriso.

    Terminada a palestra, ele saiu do salão de eventos do hotel e aquela mulher o seguiu. E mais ainda, o chamou pelo nome:

    -Gutemberg!

    Quem era aquela mulher? Ela lembrava seu nome e ele não sabia de onde a conhecia e seria indelicado assumir esse lapso, mas ela já notava que ele havia esquecido e foi direta:

    -Gutemberg, esqueceu de mim, hein? Mas tudo bem, faz mais de vinte anos e eu estou um pouco mudada. Eu sou Marta Miranda, mas todos me chamavam de Miranda, inclusive você!

    -Miranda! Pôxa, é você mesmo e realmente você mudou – disse Gutemberg.

    Por alguns segundos as lembranças de Gutemberg começavam a brotar. Um filme passava pela sua cabeça. Um filme de sua adolescência, quando conheceu Miranda, a mocinha que morava na sua rua e era sua melhor amiga e nada mais que isso. Gutemberg e Miranda sempre trocavam confidências, um confiava plenamente no outro. Ele era apaixonado por uma colega da escola e ela morria de amores por um garoto que trabalhava na padaria do bairro. Foram anos de cumplicidade e nunca, em momento algum ‘rolou’ um beijo ou abraço mais íntimo entre eles, era apenas amizade.

    Miranda também voltou ao passado com suas lembranças. Ela lembrava-se do dia em que conheceu Gutemberg, aquele rapaz desajeitado que gostava de tocar violão. Ela sempre o ajudava a escrever as cartas de amor para a menina da escola por quem era apaixonado e ele por outro lado, ensinava tudo sobre o mundo dos homens para ela, mas nenhum deles conseguiu conquistar suas paixões.

    – Gutemberg, nossa de repente viajei no passado e lembrei-me de tudo que a gente viveu! Nossa! Quantas trapalhadas – disse Miranda sem conseguir segurar o riso.

    -Miranda, aquele rapaz da padaria, o Francisco, por quem você era apaixonada acabou indo embora para Portugal e depois eu soube que virou padre e, a Letícia, a menina que eu gostava nunca soube que eu estava afim dela e hoje está casada e com um monte de filhos – contou ele para a amiga.

    -E você Gutemberg, como está hoje? Perguntou a amiga curiosa.

    -Estou casado, tenho dois filhos e fui promovido. No fim tudo deu certo e vi que aquelas coisas da adolescência eram apenas ilusões, mas e você minha amiga, como está?

    -Meu amigo, eu também me casei, só não tive filhos, porque como trabalho em uma empresa multinacional e meu trabalho exige que eu viaje, acabei optando por esperar um pouco mais para ser mãe.

    -Mas e seu marido? Você não disse que casou? Gutemberg ficou curioso.

    -Casei, mas depois me separei em função deste meu trabalho e encontrei outra pessoa, quer dizer, reencontrei.

    -Mas então você não está sozinha?

    -Gutemberg você nem vai acreditar, aquele rapaz da padaria, como você disse, realmente virou padre, mas acabou abandonando o sacerdócio. Eu o havia encontrado numa viagem a Portugal e acabei seguindo um conselho seu.

    Gutemberg ficou ainda mais curioso:

    -Conselho? Eu nunca me lembro de ter te dado um conselho a você!

    -Uma vez você me disse que a gente tem que correr atrás do que queremos, nunca deixar nossos sonhos e desejos presos dentro de nós e foi o que eu fiz, quando encontrei o Francisco. Não pensei duas vezes e falei que sempre o amara e que se ele não fosse padre eu iria me atirar nos braços dele e então ele me disse: Pode se atirar porque estou largando a batina agora, eu também sempre te amei e nunca tive coragem de me declarar.

    -Meu Deus, que loucura! Suspirou Gutemberg.

    -Mas foi bom te ver Gutemberg, a gente vai se encontrar por aí, que bom que você está bem meu querido. Ah, quando eu marcar o casamento com o Francisco vou te chamar, afinal ele também era um grande amigo seu da adolescência.

    Os dois se despediram e Miranda entrou no táxi rumo ao aeroporto para retornar à sua cidade, no Estado do Amazonas. Gutemberg morava no Rio de Janeiro, mas na adolescência vivia em Ribeirão Preto, ao lado de amigos como Miranda, Francisco e tantos outros que se espalharam pelo mundo. Ele agora, se lembrava do conselho que havia dado a Miranda: Corra atrás de seus sonhos, nunca deixe seus sonhos e desejos presos dentro de você!

    Mas ele mesmo não seguiu esse conselho. Ele nunca amou aquela menina que estudava com ele na escola, as cartas nunca chegaram até ela e ele contava aquela historia só para Miranda não perceber a verdade. A verdade é que a grande paixão de sua vida era mesmo Miranda, que o tinha como grande amigo, e ela era apaixonada por Francisco, o seu melhor amigo e companheiro do futebol. Por ser muito correto e ao mesmo tempo tímido ou inseguro, Gutemberg nunca se declarou para Miranda. Ele escondeu esse amor a vida toda e com o tempo conseguiu se apaixonar novamente e viver feliz, mas ele poderia ter seguido seu próprio conselho e assim ter vivido uma história de amor com Miranda, mesmo que fosse só por algum tempo.

     

     

     

  • João Gabriel Brene fala sobre literatura na Rádio CBN

    Autor da trilogia ‘Johnny Bleas’ participou do ‘CBN Audiobook’ com Tania Morales. No programa, ele leu trechos de seu segundo livro

     

    O escritor João Gabriel Brene abriu o CBN Audiobook desta semana com a apresentadora Tania Morales. Ele foi o convidado da segunda-feira (23) para falar sobre a trilogia ‘Johnny Bleas’, em especial o segundo livro, ‘O Núcleo da Montanha’, que a exemplo do primeiro é repleto de aventuras, magia e mistério.

    Na entrevista, João Gabriel Brene definiu Johnny Bleas como um garoto de grande criatividade, apaixonado por aventuras e sedento por desvendar os mistérios que surgem em seu caminho. Se no primeiro livro o herói era um aprendiz de mágico, agora já domina a magia em Asterium, um mundo paralelo, outra dimensão para onde foi enviado após as mortes de seus tios.

    “Quando ele entra nesse mundo, descobre que não era órfão”, disse o escritor referindo-se ao fato de todos pensarem que ele foi criado pelos tios por ser órfão, mas ao chegar a Asterium ele reencontra sua mãe, que agora é a rainha desse mundo mágico. Lá ele também encontra seu irmão gêmeo, que apesar de se parecer com ele, tem um caráter totalmente diferente.

    Como é de costume durante esse quadro do ‘CBN Noite Total’, João Gabriel Brene leu alguns trechos do livro ‘Johnny Bleas – O Núcleo da Montanha’. Um dos trechos foi onde o personagem precisa aprender a controlar sua raiva e a ansiedade, que apesar de ser ficção, não deixa de ser um ensinamento para o leitor aprender a trabalhar a concentração de forma correta. O ponto alto do segundo livro da trilogia é a guerra entre o bem e o mal e a luta do herói para impedir a destruição de seu mundo.

    Versão em espanhol já está disponível     

    O primeiro livro da trilogia ganhou o mundo. A versão em espanhol para ‘Johnny Bleas – Un Nuevo Mundo’ chegou à Espanha e a mais de 20 países que falam o espanhol. A princípio está sendo disponibilizada apenas a versão digital, mas nos próximos meses também será lançada a versão impressa do livro.