Autor: Joana Moraes

  • NEM TUDO É DINHEIRO

    Qual é seu investimento?

    Não é novidade pra ninguém que é necessário investir para empreender e que precisamos encontrar recursos para tocar um projeto. E lembrando que projeto pode ser qualquer coisa que você deseja realizar, qual é o investimento que você deve fazer?

    Em geral as mulheres que atendo, tem a tendência de investir de forma errada ou de não saber no que investir.

    E aqui, não estou falando de um negócio, propriamente. A maioria tem dificuldade de enxergar os próprios sentimentos e a partir deles empreender.

    Pode ser que você esteja pensando que não dá tempo de pensar muito porque os boletos não param de chegar… E é verdade!

    Eu sei o quanto é difícil, olhar para as necessidades e estar sem grana, ou para aquele trabalho que não te traz o menor prazer, mas a gente está ali só para conseguir pagar as contas. É muito chato mesmo viver a síndrome do Fantástico: Aquela angústia do domingo à noite quando começa o programa e você sabe que a segunda-feira já chegou novamente. Eu sei o que é tirar 20 dias de férias e ficar com medo se quando voltar ainda terá o emprego, mesmo não querendo voltar.

    Na maioria dos casos, isso acontece porque fomos treinadas a seguir por um caminho que escolheram por nós. Ou seguimos aquilo que a família ou a sociedade nos conduziu a fazer, ou fazemos exatamente o contrário, para confrontar o sistema. Em qualquer dessas alternativas, essa conta emocional chega.

    Então aqui volto à pergunta inicial: Você tem clareza do que quer fazer, do seu objetivo e do seu “pra que”?
    Você sabe o que precisa investir? Tempo, energia, foco, determinação, conhecimento, planejamento são investimentos importantes em tudo que deseja empreender.

    A questão é que antes de sermos profissionais, somos mulheres e exercemos tantos outros papéis que exigem de nós muita entrega também. E como a grande maioria tem a tendência de atender as demandas dos outros: mãe, pai, filhos, marido, periquito, papagaio…. Acabam deixando seus projetos pessoais e profissionais engavetados.

    Essa negação do próprio desejo traz uma grande frustração e sensação de incapacidade. E juntando com as crenças limitantes e as pessoas que puxam pra trás e desencorajam qualquer atitude empreendedora, as mulheres vão se diminuindo para caber no contexto e não deixar ninguém chateado.

    Aí se instala em nosso sistema uma grande inimiga: a procrastinação – tema do próximo artigo – se liga.

     Por isso a importância de olhar para dentro e buscar as respostas. Investir primeiro em si mesma, buscar a essência, o desejo, a habilidade, o sonho, a criatividade, a criança empreendedora que se joga e vai atrás do que quer. É a partir da própria permissão de ser exatamente quem se deseja ser.

    É fundamental entender que tudo tem um tempo para acontecer, mas não desistir e nunca deixar de sonhar. Empreender é se permitir!

  • SUCESSO NÃO TEM A VER COM OBJETIVO!

    Tem tudo a ver com o seu “pra que”? Você sabe qual é o seu?

    Em qualquer forma de empreendimento precisamos ter clareza sobre o que queremos e o que nos motiva para a ação.

    Você lembra que no artigo anterior eu falei que objetivo é diferente do “pra que”?

    Pois bem…  Essa é uma diferença que confunde muita gente, porque aprendemos que precisamos ter objetivos. E está tudo certo. Só não nos ensinaram que por trás de um objetivo está nosso verdadeiro desejo. Que é o que, de fato, nos faz crescer na vida.

    E por que isso acontece? Porque nos desconectamos da nossa essência.

    Durante toda nossa educação, fomos lavadas a acreditar nos ideais de outras pessoas. Muitos fatores que sempre influenciaram e influenciam nossas decisões são:  a mídia, o cinema, as novelas, a internet e não menos importantes a nossa família, a escola e as religiões.

    Passamos longos anos, regidos por sistemas que sabem exatamente aonde querem nos levar. Somos manipuladas pelo medo, insegurança e pela escassez que o poder econômico e político nos impõe. Nos fazem acreditar que é legal ter um emprego no qual, muitas de nós trabalhamos como escravas para pagar boletos. Todos os dias ouvimos nos telejornais o número de milhões de brasileiros desempregados, o que nos dá a falsa ideia de que quem está empregada, deve ficar quietinha e não reclamar. Compramos o que querem que a gente compre, ouvimos o que querem que a gente ouça e somos levadas a enxergar a vida da cor que o sistema pinta.

    Quantas mulheres são obrigadas a deixar seus filhos com febre em casa, porque não tem outra opção. Quantas tem que ir trabalhar se arrastando com cólica ou enxaqueca por não conseguir dormir à noite com seu bebê que só chorava. Tudo isso e muito mais sofrimentos, por não enxergarmos outra possibilidade e ter que submeter ao sistema.

    Isso não deveria ser assim. Mas como temos um governo que não está nem aí com o povo e um sistema que coloca todos num estado de pânico como forma de manipulação, a população vai sendo obrigada a se enfiar num transporte público de péssima qualidade, numa condição desumana, para conseguir chegar ao tão valorizado trabalho, pagar os boletos, reclamar do chefe, do cansaço, esperar o fim de semana chegar para gastar o pouco que sobra e começar tudo de novo na segunda-feira. “Felizes da vida”

    Enquanto isso, milhares de políticos safados estão rindo em seus helicópteros às custas do dinheiro suado de trabalhadores e trabalhadoras em todo país. Você tem a consciência que políticos são funcionários públicos e que deveriam prestar um bom serviço à população, já que somos nós quem pagamos seus salários?

    Entenda, que apesar de tudo que falo, o meu objetivo aqui, não é te deixar revoltada, mas te ajudar a entender de onde vem seu medo de empreender.

    Crescemos ouvido frases parecidas com essas:

    • Mais vale um passarinho na mão do que dois voando
    • Não troque o certo pelo duvidoso
    • Dinheiro não traz felicidade
    • Ganhando pra pagar as contas tá bom
    • Tem que trabalhar duro pra ter alguma coisa na vida
    • Quem tem patrão que paga em dia, que levante as mãos para o céu
    • A felicidade está no reino do céu
    • Felicidade é ter carteira assinada
    • Isso não é coisa para mulher

    Se você ouviu alguma frase parecida com essas, já pode entender de onde vem os seus medos.

    Tudo isso fica guardado e funciona como dispositivos de autossabotagem.

    Quero deixar claro que a ideia não é te incentivar a largar tudo ou jogar tudo pro alto. Mas te ajudar a refletir sobre como vivemos sob o direcionamento do sistema e das nossas crenças limitantes.

    Por isso vamos entender agora o que significa saber qual é o seu “pra que”

    Vou te dar um exemplo para ficar mais fácil de entender:

    Imagina que você tem o objetivo de comprar um carro. Certamente, vai criar estratégias para ter o dinheiro que precisa. Até aqui, tudo bem! Mas o que é que não vai te deixar desistir de batalhar pelo seu carro, quando bater aquela vontade de gastar com outra coisa?

    É aí que entra o seu ‘Pra que”. Sua principal motivação. Que pode ser:

    Pode ser para não ter que sofrer assédio no transporte público; ou para levar seus filhos pra escola; ou para poder voltar da faculdade a noite com mais segurança; para não ter que tomar mais chuva ou passar mais frio no ponto de ônibus; ou para mostrar aos seus pais que conseguiu; ou ainda para transportar os produtos da sua empresa e atender seus clientes com mais rapidez, ou para sair com as amigas no fim de semana… Não existe certo ou errado. Existe o seu ‘Pra que”

    A partir daqui, perceba quais são seus verdadeiros motivos para agir e conquistar seus objetivos. Isso é clareza e vale para qualquer coisa que desejamos ter ou nos transformar. Só que muitas vezes tudo isso está encoberto por nossos sabotadores que não nos deixam avançar.
    Agora que você já entendeu a diferença entre objetivo e “pra que”, vá em frente. Você pode e merece. E eu estou aqui torcendo por você!

  • EMPREENDER SEM MONTAR UM NEGÓCIO LUCRATIVO?

    Falando de mulheres, uma grande parte ainda acredita que empreender não é para elas, porque não desejam montar um negócio. Por outro lado, há um número alto de mulheres empreendedoras. Durante a pandemia cresce em 40% o número de mulheres que empreendem, somando 30 milhões delas no Brasil, segundo Priscila Dórea  do site  https://atarde.uol.com.br/economia/noticias/2160189-numero-de-mulheres-que-empreendem-cresce-40-durante-a-pandemia

    Os números são reveladores e é muito importante entendermos as razões que levaram a esse aumento, não só durante a pandemia, mas também nos últimos 10 anos:

    • Busca por autonomia
    • Complementação de renda
    • Perda de emprego
    • Necessidade de adequar trabalho, maternidade, família e tarefas da casa.
    • Flexibilidade de horário e geográfica, etc…

    Não importa o motivo, o que importa é entendermos que mulheres são gestoras por natureza. Nossa biologia e nossa energia natural (feminina) nos favorece quando o assunto é acolher, nutrir e criar novas possibilidades e formas de abraçarmos nossos projetos.

    E aqui vale lembrar que projetos não precisam ser grandiosos, como montar uma empresa ou uma ONG para salvar as baleias. Um projeto de fazer uma horta no fundo do quintal ou na varanda do apartamento, também é um projeto.

    Acredito que precisamos nos livrar de antigos paradigmas e crenças limitantes, que separam nossas atitudes dos nossos sentimentos. E um bom exercício é começarmos a entender os conceitos de forma simples.

    E como nos encontraremos mais vezes por aqui, acho que é bom você se acostumar com a minha forma de ver o mundo, os conceitos e a forma ver a vida, que podem te ajudar a desconstruir velhos muros e construir novas pontes. Esse é o meu objetivo.

    Agora, respondendo à pergunta inicial…. Então que é empreender?

    Empreender é investir no seu presente para alcançar objetivos futuros.

    Traduzindo, você pode empreender na sua formação, no seu autodesenvolvimento, na sua carreira, na sua comunidade, em um projeto social, na empresa que você trabalha e abrindo seu próprio negócio. E melhor:  estar em constante movimento empreendedor.

    Olha só como é importante, quando a gente entende o que é empreender! Muitos tabus e muitos sentimentos de incapacidade ou impotência caem por terra.

    Quando entendemos que somos empreendedoras naturais, nos sentimos mais seguras e confiantes se, de fato, desejarmos abrir um negócio ou qualquer outra possibilidade de avançar na vida pessoal ou profissional.
    Quando uma mulher deseja ser mãe, ela está empreendendo!

    Seres humanos são empreendedores. Crianças são empreendedoras, no entanto ao longo do nosso desenvolvimento até nos tornarmos adultos, “vão” diminuindo nossa capacidade de empreender e nos encaixando em sonhos que não são nossos.

    Isso é muito sério e comum, principalmente, entre as mulheres que são educadas (na grande maioria) para entrar na caixinha imposta pela família e pela sociedade machista e patriarcal. Bom….esse é um papo para outro artigo.

    E voltando às várias formas de empreender, não se sinta mal se você é uma mulher que é funcionária de uma empresa. Você pode ser uma intraempreendedora, ou seja, você pode perceber as possibilidades de inovação na sua área e a partir de estratégias bem elaboradas, propor alguma mudança. E paralelamente, empreender em outras áreas: pessoal, social, acadêmica, espiritual, enfim….onde desejar empreender.

    Vamos pensar sobre alguns conceitos que falarei em outros artigos e que vão te ajudar a se colocar melhor em seus projetos:

    • Projetos – Podem ser grandiosos e pequenos, pessoais e profissionais
    • Sucesso – É diferente de fama
    • Investimento – Existem várias maneiras de investir
    • Objetivo – É diferente do seu “pra que”
    • Clareza – É essencial
    • Posicionamento – É fundamental
    • Propósito de vida – Nem sempre são claros e está tudo bem se você ainda não encontrou o seu. Tudo a seu tempo.

    O mais importante é que você esteja em sintonia com seus sentimentos e que você saiba o seu “pra que”! Você tem clareza do seu “pra que”?

    Fica de olho, porque esse será o tema do meu próximo artigo.