Autor: Anne Póvoa

  • Celulite

    Problema estético que afeta todas as mulheres.

    Se pararmos para pensar, 10 entre cada 10 mulheres reclamam dos terríveis “furinhos” que adoram aparecer no nosso corpo. Celulite é o nome popular da lipodistrofia ginoide, que nada mais é que o depósito de gordura sob a pele. Ela se caracteriza pelo aspecto ondulado da epiderme, tipo “casca de laranja”, em algumas áreas do corpo. Afeta cerca de 95% das mulheres após a puberdade, de todas as etnias, embora seja mais comum entre as de pele branca. Raramente é observada em homens, mas pode ocorrer quando houver algum desequilíbrio hormonal. Não é considerada uma doença, contudo é uma preocupação estética importante para um grande número de mulheres. A celulite tende a ocorrer nas áreas onde a gordura está sob a influência do estrógeno (hormônio feminino), como nos quadris, coxas e nádegas; também pode ser observada nas mamas, parte inferior do abdome, braços e nuca – curiosamente áreas em que é observado o padrão feminino de deposição de gordura. A obesidade não é condição necessária para a sua existência; há mulheres magras com celulite.

    Vocês sabiam que a celulite pode ter diferentes graus e que essa avaliação é fundamental para determinar o sucesso do tratamento¿

    Podem aparecer casos desde apenas depressões que só aparecem quando se pinça a pele com os dedos ou os músculos se contraem, até o aspecto acolchoado e nodulações sempre visíveis. Nos graus avançados, a celulite pode até causar dor, pois promove a compressão de terminações nervosas locais, comprometendo a qualidade de vida. Os casos mais iniciais são assintomáticos, mas os mais adiantados podem incluir: região mais fria; endurecimento, dor e sensibilidade e pele com aspecto irregular. Os fatores que mais contribuem para o aparecimento da celulite são:

    Dieta pobre em nutrientes e com alimentos industrializados; retenção de líquido, desidratação, falta de circulação sanguínea; flacidez da pele; estar acima do peso; alterações hormonais e sedentarismo.

    Dentre os tratamentos não podemos deixar de citar a saúde do intestino. Ao contrário do que se imagina, a função do intestino é muito mais do que apenas livrar nosso corpo dos “lixos”. É lá que acontece a separação do que deve entrar no nosso organismo (nutrientes) e aquilo que deve ser dispensado (restos alimentares e detritos) e o pleno funcionamento desse sistema tem tudo a ver com a celulite. Por isso, um intestino sempre saudável é um dos passos para manter os furinhos longe de você. E para garantir a saúde do seu, tome bastante água, inclua fibras no seu cardápio e, claro, não se esqueça dos exercícios físicos. O uso de probióticos pode ser uma importante arma contra a celulite.

    E o que dizer dos cremes¿ Esses podem sim funcionar, mas não são todos que funcionam. Depende dos ativos da fórmula, depende da concentração desses ativos e depende do grau da celulite, porque creme nenhum vai dar jeito quando se tem muita celulite .

    A grande dificuldade é a penetração dos ativos de tratamento que, via de regra, não conseguem chegar na camada gordurosa, que é onde o problema está concentrado. Ou seja: O creme é um coadjuvante no tratamento.

    É importante ressaltar que não adianta só passar o creme: é preciso passar da maneira correta, que é sempre com uma massagem mais vigorosa, de baixo para cima, preferencialmente circular, com duração média de 10 minutos e duas vezes ao dia. A massagem vai estimular a circulação local e ajudar na destruição dos nódulos de gordura. A drenagem linfática e a massagem são muito eficientes. E, lembrando: o mais importante é o seu estilo de vida, ou seja, boa alimentação e exercícios físico.

     

     

  • Alergia ao esmalte

    Será que vou ter que ficar sem pintar as unhas??

    Já imaginou que uma sensibilidade, vermelhidão, ardor e inchaço na região dos olhos pode ser uma alergia ao esmalte? Sim, nos olhos, pode aparecer também na face, lábios, orelha, queixo e pescoço, esses são locais onde frequentemente encostamos as unhas e onde a pele é mais sensível. Essa alergia pode aparecer em qualquer momento da vida, mesmo usando esmalte há muito tempo.

    Os esmaltes apresentam substâncias químicas que para muitas mulheres podem ser terríveis alérgenos. Os principais responsáveis pelos sintomas são o formaldeído, tipo de resina responsável pelo endurecimento e pela cobertura do esmalte; o tolueno, usado para dissolver essa resina; e o dibutilftalato (DBP), que aumenta a durabilidade do produto, a cânfora, aditivo que dá resistência, apesar de não ser tão comum, também tem potencial alergênico.

    Dentre os sintomas mais comuns de alergia ao esmalte destacam-se inchaço nas pálpebras, vermelhidão no rosto e no pescoço, e em alguns casos, descamação nas palmas das mãos. E não são somente os esmaltes coloridos que causam reações: bases incolores e coberturas também contêm tolueno e formaldeídos, e podem provocar quadros alérgicos.

    Para um correto diagnóstico sempre procure um médico dermatologista, muitas vezes é necessário realizar um teste de contato para concluir o diagnóstico. Esse consiste em aplicar várias substâncias conhecidas por causar alergias em diferentes regiões da pele, deixando-as atuar cerca de 24 a 48 horas. Após o tempo indicado, o médico irá então observar se o teste deu positivo ou negativo, observando se ocorreu vermelhidão, vesículas ou coceira na pele.

    Se você é ou conhece algum alérgico, vale lembrar que é possível não abrir mão da vaidade e desfilar com unhas pintadas e bem feitas. A melhor maneira de prevenir os sintomas causados pela alergia é apostar no uso de esmaltes hipoalergênicos, esses costumam ser eficazes, na maioria dos casos. Mas é importante ficar atenta aos rótulos – até mesmo nas versões antialérgicas – para evitar surpresas.

    Algumas pessoas mais sensíveis podem apresentar reações alérgicas mesmo aos esmaltes hipoalergênicos, eles não oferecem uma segurança de 100% para alérgicos. A leitura atenta de rótulos dos esmaltes é recomendada.

  • A Bromidrose

    Hoje iremos falar de uma doença que acomete muitas pessoas, a bromidrose. Acreditem não se trata unicamente de má higiene como muitos pensam. O famoso “cecê” ou “chulé”, geralmente, está relacionado à falta de higiene? Mais um engano. Na maioria das vezes, a higiene não tem qualquer tipo de contribuição para que o mau cheiro se prolifere.

    É definida como o suor com odor desagradável, que pode ocorrem em dois locais distintos: pés e axilas. Apresenta como etiologia a presença das bactérias ou fungos nessas regiões, que agem sobre o suor quando encontram-se em um ambiente propício (quente, úmido e escuro).

    O suor produzido por glândulas sudoríparas  diferentemente do que as pessoas pensam, não tem cheiro. Porém, ao entrar em contato com as bactérias que vivem na superfície da pele, essa substância se decompõe, gerando um cheiro desagradável.

    O sinal clínico apresentado é o odor fétido nessas regiões, recebendo os nomes populares de cecê e chulé, nas axilas e pés, respectivamente. Neste último local, o mau cheiro pode vir acompanhado e maceração (uma massinha branca) ou descamação da pele.

    Para evitar o aparecimento da bromidrose recomenda-se:

    • Manter uma adequada higiene dos locais acometidos, dando preferência para sabonetes antissépticos; mas não todos os dias.
    • Secar bem a pele após o banho, especialmente entre os dedos;
    • Trocar o vestuário diariamente;
    • Dar preferência para calçados abertos;
    • Manter os calçados sempre limpos e secos;
    • Evitar deixar a pele úmida por muito tempo.
    • Beber bastante agua

    O tratamento objetiva reduzir a população de microrganismos nos locais afetados, controlando assim, sua atuação sobre o suor.

    Produtos como talco, sprays ou cremes que contêm antibióticos em suas formulações podem ser utilizados, bem como outras substâncias que dificultem ou impeçam o crescimento de microrganismos. Nos casos de excesso de sudorese (hiperidrose), pode ser feita a associação com produtos anti-transpirantes. O médico dermatologista é quem deve indicar o produto mais adequado para cada caso.